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NOTÍCIA

 

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Assunto: Derrame de sangue sem glória, por A. Neves

 

A publicação dos comentários é por ordem de chegada (da mais recente para a mais antiga)

 

Comentário de: Afonso M. F. Sousa

Comentário de: José Martins (com ficheiros em anexo)

Comentário de: Afonso M. F. Sousa

Comentário de: José Martins, Furriel Miliciano, CCaç 5 Guiné

Comentário de: Hugo Moura Ferreira, ex-Alferes Mil.º Inf. (1966/1968 Guiné) CCaç 1621 e CCaç 6

 

 

Comentário de: Afonso M. F. Sousa (transcrição da sua mensagem)

-----Mensagem original-----
De: AFONSO M.F.SOUSA [mailto:afonso.sousa@netvisao.pt]
Enviada: sexta-feira, 12 de Maio de 2006 1:59
Para: jota_coelho@netcabo.pt
Cc: ultramar@terraweb.biz
Assunto:

Caro amigo Joaquim Coelho

 

As sua palavras e a fluência das suas frases, são admiráveis. A clareza do seu testemunho deixa claro o papel oportunista de tantos que, sob a teia do regime, usufruíram de louros, honras e privilégios, à sombra do sacrifício generoso de tantos.

Mas muitos dos pantominas de ontem, foram a seguir ao 25 de Abril, e alguns ainda hoje, responsáveis, directa ou indirectamente, por esta postura miserável e inconcebível de mascarar a verdade autêntica do que foi esse tempo de sofrimento que uma generosa  e numerosa juventude de Portugal foi obrigada a passar nessas terras de África.

Estes bravos foram vilipendiados antes, durante e depois da sua prestação à pátria. Sê-lo antes ou durante, já por si é indigno, mas sê-lo depois só pode ser revoltante.

Em tempo que se diz democrático, despojá-los até da sua dignidade é intolerável, injusto e quase cruel.

Interrogo-me como é que estes políticos não se envergonham de ter esta injustiça, transportada em silêncios indecorosos, a coabitar com apregoadas bandeiras de solidariedade e fraternidade.   

 

Que a voz desses bravos não se cale. A História sempre há ser mais justa.

 

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Comentário de: José Martins (transcrição da sua mensagem - com ficheiros em anexo)

-----Mensagem original-----
De: josesmmartins@sapo.pt [mailto:josesmmartins@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 9 de Maio de 2006 16:43
Para: aneves.imogabinete2@sapo.pt; mouraferreira@netcabo.pt; ultramar@terraweb.biz; afonso.sousa@netvisao.pt; luis.graca@clix.pt; luis.graca@ensp.unl.pt
Cc: gatospretos@sapo.pt
Assunto: Derrame de sangue . . . 

 

Caros camaradas

Mais uma acha para a fogueira!...............

Quando elaborei o quadro anexo, nunca pensei vir a usá-lo com um sentido tão prático como este.

Os números são de fonte oficial e real.

Os números que eles indicam são HOMENS, porque só os HOMENS CAMINHAM ENQUANTO SECAM AS LAGRIMAS E COMBATEM!

Será que os livros de onde estes números foram tirados já não existem ou não são lidos?????????

Quem sabe ler números, sabe ler as realidades que os mesmos revelam.

Este mapa foi elaborado para um trabalho sobre a Guiné. Entenda-se como TRABALHO, terapia para combater o PTSD.

Um abraço

José Martins

 

Ficheiro em anexo: Recrutados2 - Recenseamento, Inspecção e Distribuição de Pessoal

(clique no nome de cada uma das ex-províncias ultramarinas para ver o ficheiro)

 

  Guiné Angola Moçambique  

 

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Comentário de: Afonso M. F. Sousa (transcrição da sua mensagem)

-----Mensagem original-----
De: AFONSO M.F.SOUSA [mailto:afonso.sousa@netvisao.pt]
Enviada: terça-feira, 9 de Maio de 2006 0:48
Para: ultramar@terraweb.biz
Cc:
Assunto: Derrame de sangue sem glória

 

Será que estes governantes continuam a brincar com a mais que justa reivindicação dos ex-combatentes e o que disse e escreveu em 22 de Abril e 2 de Julho de 2004, sobre a sua nobre e difícil missão, volta novamente, para eles, a significar ZERO, como zero representou entre 25 de Abril de 1974 e 21 de Abril de 2004: 30 anos de intolerável e estranho esquecimento ?

  

Parece que a hora de dizermos basta, está para breve.

 

ANEXO: O Dec-Lei nº 160/2004, que regulamenta esta Lei nº 9/2002

 

Lei n.o 9/2002
De 11 de Fevereiro

(extractos)


Regime jurídico dos períodos de prestação de serviço militar de ex-combatentes, para efeitos de aposentação e reforma

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:


Artigo 1º
Objecto


1 — A presente lei regula o regime jurídico dos períodos de prestação de serviço militar de ex-combatentes, para efeitos de aposentação ou reforma.
2 — São considerados como ex-combatentes, para efeitos da presente lei:
       a)
Os ex-militares mobilizados, entre 1961 e 1975, para os territórios de Angola, Guiné e Moçambique;
       b) Os ex-militares aprisionados ou capturados em combate durante as operações militares que ocorreram no Estado da Índia aquando da invasão deste território      por forças da União Indiana ou que se encontrassem nesse território por ocasião desse evento;
       c) Os ex-militares que se encontrassem no território de Timor Leste entre o dia 25 de Abril de 1974 e a saída das Forças armadas Portuguesas desse território;
       d) Os ex-militares oriundos do recrutamento local que se encontrem abrangidos pelo disposto nas alíneas anteriores;
       e) Os militares dos quadros permanentes abrangidos por qualquer das situações previstas nas alíneas anteriores.
                                                                                                                

                                                                                        Artigo 2º
                                                                   Tempo relevante de serviço militar


Para efeitos da presente lei, o serviço militar prestado nos termos do artigo anterior abrange o período de tempo decorrido entre o mês de incorporação e o mês de passagem à situação de disponibilidade.

 

Artigo 6º
Complemento especial de pensão


Aos beneficiários do regime de solidariedade do sistema de segurança social é atribuído um complemento especial de 3,5 % ao valor da respectiva pensão por cada ano de prestação de serviço militar ou duodécimo daquele complemento por cada mês de serviço, nos termos do artigo 2º

 

 

Aprovada em 20 de Dezembro de 2001.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 25 de Janeiro de 2002.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.

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Repare-se que estes Dec-Lei nº 9/2002 e nº 160/2004, fazem sobressair algum sentido de justiça:

...à Contagem do tempo de serviço militar dos antigos combatentes, prestado em condições de dificuldade ou perigo, definidas em legislação especial,

Importando proceder à sua regulamentação, por forma a permitir a sua pronta e eficaz aplicação.

.....................................................................................................................................

.....................................................................................................................................

.....................................................................................................................................

 Por outro lado, a ponderação e o reconhecimento da importância que reveste a prestação de serviço militar à Pátria como antigo combatente

.....................................................................................................................................

.....................................................................................................................................

.....................................................................................................................................

Os antigos combatentes são, desta forma, tratados de modo mais justo, na medida em que nenhum deles é excluído dos benefícios previstos,

Para além de que se considera, igualmente, o serviço militar prestado a Portugal, .......................................................................................

  

Respigo destes Dec-Lei:

 

...serviço prestado em condições de dificuldade e perigo (quantos morreram !)

---serviço militar à Pátria   (não ao regime).

...Tratar os ex-combatentes de forma mais justa.

...Nenhum deles é excluido dos benefícios previstos

 

 Repare-se nestes dois últimos pensamentos e compare-se com aquilo que o actual ministro vem agora propor: "a dois terços destes ex-combatentes (mais de 260.000) não vamos pagar". 

 

A. Sousa

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Comentário de: José Martins (transcrição da sua mensagem)

-----Mensagem original-----
De: josesmmartins@sapo.pt [mailto:josesmmartins@sapo.pt]
Enviada: segunda-feira, 8 de Maio de 2006 16:04
Para: ... ...; ultramar@terraweb.biz; ... ...
Assunto: ultamar.terraweb.biz

 

Caros camaradas!

Durante anos quisemos esquecer que fomos combatentes. Pura ingenuidade. Agora recordamos, cada vez mais, e cada vez mais dolorosa é a recordação. 

Quando quisemos falar, não nos deixaram. Não era politicamente correcto. Não era uma atitude "revolucionária".

Os governos passaram a ser constituídos por aqueles que nunca vestiram uma farda, mas usavam-na para as fotografias dos jornais ou em visitas a forças militares em manobras ou no estrangeiro. Pareciam soldadinhos de chumbo. 

Depois vieram aqueles que: 

OU ERAM MUITO NOVOS, PARA TEREM IDO À GUERRA DO ULTRAMAR, OU MUITO VELHOS, PARA QUE OS PAIS LÁ TENHAM ESTADO. 

Resta-nos esperar que o actual COMANDANTE SUPREMO DAS FORÇAS ARMADAS, o primeiro Presidente da República de Portugal que, como nós também foi combatente à força, envide esforços no sentido de mudar as coisas. 

Como mudar as coisas, entendo, atender às dificuldades daqueles que, com marcas visíveis no corpo e/ou invisíveis na alma, sejam devidamente ajudados. 

Veja-se a situação em que se encontram camaradas nossos que têm a vida completamente destroçada, e o futuro sem FUTURO. 

Para nós, infelizmente, a guerra ainda não acabou. 

José Martins

Furriel Miliciano

C.Caç 5

GUINÉ

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Comentário de: Hugo Moura Ferreira (transcrição da sua mensagem)

-----Mensagem original-----
De: Hugo Moura Ferreira [mailto:mouraferreira@netcabo.pt]
Enviada: segunda-feira, 8 de Maio de 2006 11:18
Para: aneves.imogabinete2@sapo.pt
Cc: ultramar@terraweb.biz
Assunto: Solidariedade.
Importância: Alta

 

Olá.

Estou indubitavelmente solidário consigo no que afirma e é reproduzido em http://www.ultramar.terraweb.biz/Noticia_aneves.htm

Deixo apenas uma interrogação que me assola há muito tempo... Quase desde a dita revolução.

Será que nestes políticos que se têm promovido e empregado naquela actividade profissional, não existe nenhum com alguma "força e discernimento", eventualmente, "coerente consigo próprio",  que tenha os mesmos sentimentos acerca da matéria, que nós (nós, somos os outros) sentimos? Ou será que a justiça das situações não é consentânea com os cargos políticos?

Gostaria que alguém me esclarecesse (se souber) acerca deste ponto.

Cumprimentos.

Hugo Moura Ferreira

Ex-Alf.Mil.Inf.(1966/1968-Guiné)

CCaç.1621 e CCaç 6

mouraferreira@netcabo.pt

 

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"Derrame de sangue sem glória", por A. Neves

 

TM: 967 111 260 - E.Mail: aneves.imogabinete2@sapo.pt
Msg. de 2006/05/07, às 14H46:

 

-----Mensagem original-----
De: aneves.imogabinete2@sapo.pt [mailto:aneves.imogabinete2@sapo.pt]
Enviada: domingo, 7 de Maio de 2006 14:46
Para: noticias_ultramar@terraweb.biz
Assunto: Anunciar Noticia em http://ultramar.terraweb.biz

Fomos forçados ao embarque e postos em terras de outros defendendo uma causa que não era a nossa e hoje tão marginalizados somos visto não existir um político que a nossa causa defenda e diga uma vez por todas, basta.

Somos muitos, com muito peso nesta sociedade, mas acomodados, penso que teríamos uma palavra a dizer e uma atitude a tomar, pensem bem o quanto seria incomodo para os nossos governantes se nós parássemos de produzir, de os eleger, de cumprir com os nossos deveres cívicos, se marcássemos uma manifestação com a participação de todos (sem que um sequer faltasse), aí iriam pensar em nós como seres humanos e não uma vez mais como se carne para canhão fossemos, BASTA SRS. GOVERNANTES.

A. Neves

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