.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

RMA: João Pedro Batista Carrilho, Soldado de Infantaria - Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 120, de Dez1969

 

 

João Pedro Batista Carrilho

 

Soldado de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 2306

 

Batalhão de Caçadores 2832

 

«EXCELENTE E VALOROSO»

 

Angola:

 

13Jan1968 a 03Mar1970

 

 

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

Prémio Governador

 

João Pedro Batista Carrilho, Soldado de Infantaria, n.º 06909967.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 2306 (nota) do Batalhão de Caçadores 2832 «EXCELENTE E VALOROSO», no período de 13 de Janeiro de 1968 a 3 de Março de 1970.

 

(nota) - Batalhão de Caçadores 2832

Identificação: BCaç 2832

Unidade Mobilizadora: RI 2 - Abrantes


Comandante: Tenente-Coronel de Infantaria Pedro Barcelos

 

2.º Comandante: Major de Infantaria Élio Pires Afreixo

 

Oficial de Informações e Operações Adjunto: Major de Infantaria Luís dos Santos Rafael

 

Comandantes de Companhia:

 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):

Capitão do Serviço Geral do Exército José Mateus Cardoso

 

Companhia de Caçadores 2306 (CCac2306):
Capitão de Infantaria José Augusto Serra Pinto
Capitão de Infantaria António Augusto Pinto da Cunha Leal
Capitão de Infantaria José Augusto Serra Pínto


Companhia de Caçadores 2307 (CCac2307):

Capitão de Infantaria António Augusto Pinto da Cunha Leal
Capitão de Infantaria Manuel Estevão Martinho da Silva Rolão
Capitão de Infantaria António Augusto Pinto da Cunha Leal


Companhia de Caçadores 2308 (CCac2308):
Capitão Mil.º de Artilharia Fernando Manuel de Lemos Campeão Silveira


Divisa: "Excelente e Valoroso"


Partida: Embarque em 04 de Janeiro de 1968 (NTT "Vera Cruz"); desembarque em 13 de Janeiro de 1968


Regresso: Embarque em 03Mar70 (NTT "Uíge")


Síntese da Actividade Operacional


O BCaç foi inicialmente destinado ao subsector de Tomboco, no Sector F, da ZIN, onde rendeu o BCaç 1903, tendo assumido a responsabilidade da ZA em 28Jan68.


O dispositivo adoptado foi o seguinte: Comando, CCS e CCaç 2308 em Tomboco, a CCaç 2306 em Lufico, a CCaç 2307 em Zau-Évua.


Como reforços, o BCaç dispôs da CArt 1658 em Quiaia e da CArt 1700 em Quiende, esta substituída em Jun69 pela CCaç 2530.


A partir de 25Jun68, em virtude duma remodelação de dispositivo, o Comando e CCS deslocaram-se para Zau-Évua, uma vez que Tomboco deixou de pertencer à ZA; por idêntico motivo, a CArt 1658 deixou de reforçar o BCaç e a CCaç 2308 rodou para Quiximba. Em 01Jul68, passou esta ZA a designar-se por subsector de Zau-Évua.


O In utilizava a ZA como passagem para a zona fulcral dos Dembos. Todavia, manifestou-se com alguns grupos numerosos e bem armados, montando fortes emboscadas às NT, no terreno ou a colunas auto, como no dia 09Ago68, em Buene, onde causou às NT sensíveis baixas. Em 05Set68, montou nova emboscada na estrada Lufico-Tomboco, na região de Fumanzi, com cerca de 200 elementos In, fortemente armados e municiados, que provocaram às NT muito graves baixas; em qualquer das acções mencionadas, a reacção causou ao In baixas igualmente graves. Refere-se ainda a eficaz e rápida reacção a outro ataque In em 28Abr69, que frustou o propósito propagandístico traduzido na presença de jornalistas e cineastas, que acabaram por constatar uma precipitada fuga, com baixas.


Para lá de intensos e permanentes patrulhamentos, emboscadas e escoltas, o BCaç construiu os aquartelamentos de Quiximba e Zau-Évua, abriu inúmeras picadas construiu pontões e instalou novos povoados, com populações apresentadas em Quiende e Quiximba.


De 21Jul a 08Ago69, o BCaç foi rendido pelo BCaç 2877, deslocando-se para o sector de Malanje, onde rendeu o BCaç 1919, tendo assumido a responsabilidade da ZA em 08Ago69. Na cidade de Malanje aquartelaram o Comando e CCS; as CCaç 2306, 2307 e 2308 ocuparam respectivamente Nova Gaia, Forte República e Marimba; como reforços, o BCaç recebeu a CCaç 2335 em Malanje, a CCaç 1102/RI 20 (GN) em Quela e a CArt 2337 em Luquembo, além de alguns grupos de GE.


A ameaça de infiltrações levava a constante acção de vigilância e patrulhamentos de contacto com as populações. Todavia nesta ZA, onde o In não se manifestava, foi obtido êxito contra uma coluna que atravessava o sector desde a Lunda para os Dembos; com efeito, essa coluna foi totalmente eliminada na operação "Carnaval", tendo sido capturadas 19 armas automáticas, das quais 2 ML, 1 LGFog, dezenas de granadas e minas de todos os tipos e milhares de cartuchos para armas ligeiras, para além de volumoso e variado material sanitário e de intendência.


Em 26Fev70 o BCaç foi rendido pelo BCaç 2859.

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

Prémio Governador

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 06909967
JOÃO PEDRO BATISTA CARRILHO
 

CCac 2306/BCac 2832 - RI 2
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 17 - 3.ª série, de 1969:
Por Portaria de 29 de Abril de 1969:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Prata de Valor Miliar, com palma, nos ter-mos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Soldado n.º 06909967, João Pedro Batista Carrilho, da Companhia de Caçadores n.º 2306/Batalhão de Caçadores n.º 2832 — Regimento de Infantaria n.º 2, pela sua brilhante conduta durante uma forte emboscada inimiga à coluna de reabastecimento onde seguia.


Tendo o inimigo, em número muito superior, causado inicialmente pesadas baixas às nossas tropas entre as quais o comandante do grupo de combate [Furriel Mil.º de Infantaria Rui Joel Vilhena de Mascarenhas], o soldado Carrilho apercebendo-se da situação, apesar de ferido no tórax por um estilhaço de granada, iniciou imediatamente ajustado tiro de morteiro sobre os vários locais onde estava o inimigo, indiferente ao seu ferimento que sangrava e sem se perturbar com o fogo nutrido que varria toda a zona onde se encontrava. Após ter esgotado as granadas de morteiro, deslocou-se à frente da coluna e vendo que uma metralhadora se encontrava encravada, subiu para a viatura Berliet onde estava acoplada, desmontando-lhe a culatra, tendo ainda feito alguns tiros com ela, até que de novo se encravou. Verificando que o inimigo não abrandava o ímpeto do ataque, pretendendo mesmo passar ao assalto, foi procurar o lança-granadas foguete de que passou a ser apontador.


Sempre debaixo de fogo, demonstrando extraordinária abnegação, capacidade de sofrimento, iniciativa, desprezo pelo perigo, foi em seguida buscar a bolsa de maqueiro, visto o enfermeiro ser uma das nossas baixas, e ele próprio começou a tratar e colocar talas e pensos nos seus camaradas feridos e que urgia socorrer, apenas consentindo o seu tratamento e evacuação após a chegada de reforços.


A serena energia debaixo de fogo, extraordinária valentia, coragem, decisão e sangue-frio deste Soldado, foi absolutamente decisiva numa situação muito crítica para as nossas tropas, permitindo até inverter a situação, repelindo e causando muitas baixas ao inimigo e captura de material, embora o seu grupo de combate logo de início ficasse reduzido a menos de metade dos seus combatentes.


Pela generosidade demonstrada, rara abnegação, coragem e valentia bem patentes em combate e no mais alto grau, merece o Soldado Carrilho ser apontado como nobre exemplo de virtude militares do Soldado Português e de dedicação à Pátria.


Ministério do Exército, 29 de Abril de 1969.
O Ministro do Exército, J. M. de Bethencourt Rodrigues.

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo