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Lar da Runa

ACUP - Associação Combatentes do Ultramar Português

 

ACUP

Associação de Combatentes do Ultramar Português

 

Rua Professor Egas Moniz, n.º 176, 4550-145 Castelo de Paiva - Telefone / Fax: 255 689 229 - Telemóvel: 936 561 300

E-mail: acup.combatentes@sapo.pt 

 

Questão apresentada por:

03Nov2011 15H45
 

Carlos Miguel Sotto-Mayor Andrade Santos, da CPM8240/75/RMA

«Gostava de saber porque é que os inválidos da Guerra do Ultramar não têm acesso ao Palácio de Runa que lhes foi deixado pela Princesa Benedita»

 

 

"Lar da Runa"

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem

 

 

ACUP reivindica Lar da Runa

 

Centro de Apoio Social da Runa (CASR)

 

Princesa Maria Francisca Benedita

 

Instituto de Acção Social das Forças Armadas

 

Asilo de Inválidos Militares de Runa

 

Associação reivindica centro

 

 

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ACUP reivindica Lar da Runa

 in: "O Mirante"
 

A Associação dos Combatentes do Ultramar Português (ACUP) reivindica o Hospital Real dos Inválidos Militares, mandado construir pela princesa D. Maria Francisca Benedita para que os militares pudessem ter uma velhice digna e em segurança após terem servido a pátria. Mais tarde passou a designar-se por Lar dos Veteranos Militares da RUNA e actualmente funciona como Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras. A princesa deixou em testamento quase todos os seus bens para que a instituição pudesse sobreviver.

 

O presidente da ACUP, José Nunes, vai enviar ao Ministério da Defesa Nacional e ao Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas um ofício para que seja dada prioridade à entrada de antigos combatentes, no Lar da Runa, mostrando assim a “solidariedade” por quem cumpriu a sua missão e dando seguimento à vontade da fundadora que criou um abrigo exclusivopara militares pobres e inválidos. No átrio do edifício, a letras douradas, estão gravadas palavras da princesa: “Estimo ter podido concluir o hospital que mandei construir para descansardes dos vossos honrosos trabalhos; em recompensa, só vos peço a paz e o temor a Deus”.

 

Fonte: http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=403&id=56271&idSeccao=6120&Action=noticia  

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Centro de Apoio Social de Runa (CASR)

 

É um majestoso edifício setecentista, de traça simples e elegante, da autoria do arquitecto José da Costa e Silva (1747-1819), afecto ao serviço social militar e fica situado em plena Região do Oeste, a cerca de 6 km de Torres Vedras.

 

As obras foram iniciadas em 18 de Junho de 1792, com mais de 300 operários. A inauguração do edifício foi no dia do 81º aniversário da fundadora, Princesa Mª Francisca Benedita em 25 de Julho de 1827.

 

Chegaram até nós vários testemunhos desse dia, que dão conta do programa das festas. Depois de uma parte religiosa celebrada com grande solenidade, foi a própria princesa quem serviu a primeira refeição aos 16 veteranos militares que ali deram entrada naquele dia. As palavras que então lhes dirigiu estão gravadas em letras douradas no átrio central do edifício: “Estimo ter podido concluir o hospital que mandei construir para descansardes dos vossos honrosos trabalhos; em recompensa, só vos peço a paz e o temor a Deus”

 

O edifício é um quadrilátero regular, ao estilo da chamada arquitectura toscana, com 99 metros de frente, 61 nos alçados laterais e 13 de altura na fachada. No centro tem uma capela forrada com mármores extraídos de pedreiras da região e ornada com estátuas de mármore de Carrara. A Princesa reservou uma ala do edifício para sua residência temporária.

 

Ao longo dos anos todo o conjunto foi sendo valorizado com sucessivas dependências de serviço e de apoio: arruamentos, adegas, arrecadações, garagens, um pequeno cemitério, parque ajardinado… etc.

 

Foi necessário dotar de rendimentos fixos esta instituição, o que foi devidamente providenciado pela princesa Maria Francisca Benedita, através do legado, por testamento, de quase todos seus bens. Estes seriam administrados por um Conselho Administrativo o qual, por vontade da doadora, deveria estar na dependência do Ministério da Guerra.

 

Mas, alguns anos depois do seu falecimento, com a extinção das comendas e dos dízimos, o Real Hospital de Veteranos passou a defrontar muitas dificuldades de financiamento. Alexandre Herculano, num artigo publicado em 15 de Setembro de 1838 na revista “O Panorama “, denunciou vigorosamente esse facto: “… dentro em pouco os inválidos que lá existem terão de ir mendigar o pão, que a pátria tem obrigação de lhes dar, havendo eles ganho o direito a recebê-lo com o seu sangue, e com os perigos e fadigas da guerra, que só sabem avaliar aqueles que os têm passado.”

 

O encargo deste estabelecimento está actualmente sob a jurisdição do Ministério da Defesa Nacional, através do Instituto de Acção Social das Forças Armadas.

 

Fonte: http://www.iasfa.pt/runa.html 

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Princesa Maria Francisca Benedita

 

A Princesa Maria Francisca Benedita nasceu em Lisboa, no dia 25 de Julho de 1746. Foi a quarta e última filha do rei D. José e D. Mariana Victória de Bourbon, neta de D. João V e da Casa Real de Espanha pela via materna. Suas irmãs D. Maria, que viria a ser rainha de Portugal, a primeira desse nome, D. Mariana Josefa, com quem partilhou dotes de pintura, ainda hoje observáveis num painel de uma das capelas laterais da Basílica da Estrela, assinado pelas duas princesas e D. Maria Francisca Doroteia.

Foi baptizada na Sé Patriarcal de Lisboa pelo Cardeal D. Tomaz de Almeida. Recebeu um nome extenso, como era uso na realeza: D. Maria Francisca Benedita Ana Isabel Josefa Antónia Lourença Inácia Gertrudes Rita Joana Rosa.

Em 21 de Fevereiro de 1777 D. Maria Francisca Benedita casou com seu sobrinho, D. José, o primogénito de D. Maria. Ela tinha 30 anos, ele 15. A desproporção que hoje nos parece insólita, não o era na época, tendo em conta que os casamentos eram ajustados por conveniência e raramente por afinidade afectiva. As razões de Estado, a exigência aristocrática de casar princesas e príncipes e a tremenda mortalidade infantil própria da época eram os factores que reduziam drasticamente as possibilidades de escolha. Os cruzamentos das casa reais da Europa eram disputados e negociados arduamente pelas diplomacias. As diligências de casamento eram muitas vezes iniciadas quando os interessados estavam ainda na primeira infância.

Depois de enviuvar e de um difícil período de nojo, decidiu empregar os seus bens na construção de uma instituição verdadeiramente inovadora para o tempo. Podia ter optado por mais um convento ou uma igreja em Lisboa, o que lhe daria prestígio imediato entre os seus pares da nobreza e créditos espirituais entre o clero. Não o fez, escolhendo o projecto arrojado e corajoso de Runa ao qual dedicou o resto da vida.

Os retratos que a representam, pintados ou em gravura, e que se encontram em Runa e no Museu dos Coches, mostram uma mulher de grande formosura. Teve uma educação à altura da sua condição social, que encontrou terreno fértil em dotes assinaláveis de inteligência e sensibilidade artística. Conhecem-se os seus mestres, contratados pelo rei D. José, ele próprio um apaixonado das Belas-Artes: David Perez, célebre maestro de Nápoles, deu-lhe lições de música. Em Runa encontra-se ainda um órgão móvel do séc. XVIII, muitas vezes tocado pela Princesa. Mas não foi só na música: declamava e comentava poesia em diversas línguas, das quais o inglês, o espanhol, o francês e o italiano, que falava correctamente. Na pintura e no desenho deixou uma obra artística que, sendo académica, se reconhece como representativa do gosto da época, pois teve mestres de nomeada: o pintor Domingos Rosa, provavelmente Domingos de Sequeira e o gravador Joaquim Carneiro da Silva.

A peça de arte mais conhecida da Princesa é a famosa custódia, executada a partir de um desenho seu e que se pode admirar no museu de Runa.

Quem hoje for ao Panteão Real dos Braganças, junto à Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa, encontrará as singelas arcas tumulares do Príncipe D. José e da Princesa D. Maria Francisca Benedita, uma sobre a outra, com os nomes gravados na pedra. Parece pouco para quem tanto viveu. Será necessário procurar noutro local a memória viva destas personagens cujo percurso em vida procurámos resumir.

Fonte: http://www.iasfa.pt/princ.html  

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Instituto de Acção Social das Forças Armadas

 

Génese da Acção Social Militar

 

No passado dia 18 de Junho comemoraram-se os duzentos e sete anos do lançamento da primeira pedra do edifício génese da acção social em apoio da família militar, data que foi institucionalizada como DIA do IASFA.

 

Esta obra, que remonta a 1792, deveu-se à filha do Rei D. José I, a Princesa D. Maria Francisca Benedita, a qual dedicou, como objectivo maior da sua vida, a construção de um complexo social para que os militares, após bem terem servido a Pátria, pudessem ter uma velhice digna e em segurança. Este amplo complexo social, edificado em RUNA, foi inaugurado em 1827, sob a designação de Hospital Real de Inválidos Militares.

 

Constitui a génese e é uma das iniciativas pioneiras, a nível mundial, em prole da família militar. Mais tarde passou a designar-se por Asilo de Inválidos Militares (1831), Lar de Veteranos Militares (1965) e, actualmente, por Centro de Apoio Social de Runa.

 

(sublinhados nossos)

Fonte: http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_jul1999/pag12.html 

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Asilo de Inválidos Militares de Runa

 

O Asilo de Inválidos Militares de Runa, também chamado Lar dos Veteranos Militares, está localizado na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, Portugal.

História

Foi construído a expensas da princesa do Brasil, D. Maria Francisca Benedita, irmã de D. Maria I, na sua quinta daquela povoação.

D. Maria Francisca, que ficou viúva em 1788, resolveu aceitar o louvável e benéfico destino de fundar um asilo exclusivo para militares pobres e inválidos, tendo reservado uma parte do edifício para os seus aposentos.

O edifício foi inaugurado a 25 de Julho de 1827, estando a princesa a comemorar os seus oitenta e um anos de idade. Foram gastos na sua construção mais de 600 contos de réis. Bem traçado no estilo neoclássico da época, projectado pelo arquitecto José da Costa e Silva, a obra monumental, segundo a inscrição na fachada, começou a 18 de Junho de 1792.

Este edifício, que no seu aspecto externo, se reduz à figura dum longo quadrilátero, corre no sentido norte a sul, tendo na sua frente 99 metros, de fundo 61, de altura 13, com 365 janelas (tantas como os dias de um ano), e 13 de fundo. Ao centro do edifício, a notável entrada para a igreja, formando peristilo, é de uma arquitectura austera e nobre. O templo tem uma curta nave ou corpo e um grande transepto em que os topos são rematados em semicírculo. O conjunto é dominado por uma cúpula. De notar, os nichos com esculturas de mármore de Carrara, ao estilo neoclássico. Pertence também a esta igreja uma alta e valiosa custódia de prata dourada com peso de 14,725 Kg e com 1,30 metros de altura, cravejada de pedras preciosas, que muitas delas eram da própria Princesa.

Como motivo de interesse para o visitante deve-se mencionar ainda a Tribuna Real, de cujas janelas no primeiro andar se tem a melhor perspectiva, sobre o interior da igreja. Hoje armada em sala, guarda várias pinturas de valor, portuguesas e estrangeiras. Sobressaem as três tábuas portuguesas da primeira metade do século XVI, representando São Luís, Rei de França, São João Baptista e São Jerónimo, São Bento e Santo Ambrósio, e uma tela representando Santo António e o Menino, assinada por Vieira Lusitano.

Numa outra ala do edifício os chamados "Aposentos da Rainha" conservam nas paredes uma decoração neoclássica e, na sala principal, pode admirar-se um retracto da rainha D. Maria I.

O acesso ao edifício é feito por uma alameda de 170 metros de comprimento e ao lado direito encontra-se um magnífico jardim frondoso arvoredo, que inclui diversas espécies de vegetais, entre as quais um dos maiores e antigos cedros de Portugal, e também muitas aves interessantes como os galos da Índia ou os belos pavões.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Asilo_de_Inv%C3%A1lidos_Militares_de_Runa 

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"Correio da Manhã"

 

"Associação reivindica centro"

 

in: "Correio da Manhã", de 27Abr2009

 

 

"A Associação de Combatentes  do Ultramar Português (ACUP) pediu ontem ao Ministério da Defesa que o Hospital Real dos Inválidos Militares, actualmente designado por Centro de Apoio Social da Runa, em Torres Vedras, preste apoio prioritário aos antigos Combatentes. Segundo a ACUP, o centro foi mandado construir pela Princesa Maria Francisca Benedita com o objectivo de apoiar os combatentes".

 

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