ACUP - Associação
Combatentes do Ultramar Português

ACUP
Associação de Combatentes
do
Ultramar Português
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E-mail:
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Questão apresentada por:
03Nov2011 15H45
Carlos Miguel Sotto-Mayor
Andrade Santos, da CPM8240/75/RMA
«Gostava
de saber porque é que os inválidos da Guerra do
Ultramar não têm acesso ao Palácio de Runa que
lhes foi deixado pela Princesa Benedita»
"Lar da Runa"
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conteúdos
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sublinhados que
se seguem
ACUP reivindica
Lar da Runa
Centro de Apoio
Social da Runa
(CASR)
Princesa Maria
Francisca
Benedita
Instituto de
Acção Social das
Forças Armadas
Asilo de
Inválidos
Militares de
Runa
Associação
reivindica
centro
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ACUP
reivindica Lar da Runa
in: "O
Mirante"
A Associação
dos Combatentes do Ultramar Português (ACUP)
reivindica o Hospital Real dos Inválidos
Militares, mandado construir pela princesa D.
Maria Francisca Benedita para que os militares
pudessem ter uma velhice digna e em segurança
após terem servido a pátria. Mais tarde passou a
designar-se por Lar dos Veteranos Militares da
RUNA e actualmente funciona como Centro de Apoio
Social de Runa, Torres Vedras. A princesa deixou
em testamento quase todos os seus bens para que
a instituição pudesse sobreviver.
O presidente
da ACUP, José Nunes, vai enviar ao Ministério da
Defesa Nacional e ao Chefe de Estado-Maior
General das Forças Armadas um ofício para que
seja dada prioridade à entrada de antigos
combatentes, no Lar da Runa, mostrando assim a
“solidariedade” por quem cumpriu a sua missão e
dando seguimento à vontade da fundadora que
criou um abrigo exclusivopara militares pobres e
inválidos. No átrio do edifício, a letras
douradas, estão gravadas palavras da princesa:
“Estimo ter podido concluir o hospital que
mandei construir para descansardes dos vossos
honrosos trabalhos; em recompensa, só vos peço a
paz e o temor a Deus”.
Fonte:
http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=403&id=56271&idSeccao=6120&Action=noticia
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Centro de Apoio Social de Runa (CASR)
É um majestoso edifício
setecentista, de traça simples e elegante, da autoria do
arquitecto José da Costa e Silva (1747-1819), afecto ao
serviço social militar e fica situado em plena Região do
Oeste, a cerca de 6 km de Torres Vedras.
As obras foram iniciadas
em 18 de Junho de 1792, com mais de 300 operários. A
inauguração do edifício foi no dia do 81º aniversário da
fundadora, Princesa Mª Francisca Benedita em 25 de Julho
de 1827.
Chegaram até nós vários
testemunhos desse dia, que dão conta do programa das
festas. Depois de uma parte religiosa celebrada com
grande solenidade, foi a própria princesa quem serviu a
primeira refeição aos 16 veteranos militares que ali
deram entrada naquele dia. As palavras que então lhes
dirigiu estão gravadas em letras douradas no átrio
central do edifício: “Estimo ter podido concluir o
hospital que mandei construir para descansardes dos
vossos honrosos trabalhos; em recompensa, só vos peço a
paz e o temor a Deus”
O edifício é um
quadrilátero regular, ao estilo da chamada arquitectura
toscana, com 99 metros de frente, 61 nos alçados
laterais e 13 de altura na fachada. No centro tem uma
capela forrada com mármores extraídos de pedreiras da
região e ornada com estátuas de mármore de Carrara. A
Princesa reservou uma ala do edifício para sua
residência temporária.
Ao longo dos anos todo o
conjunto foi sendo valorizado com sucessivas
dependências de serviço e de apoio: arruamentos, adegas,
arrecadações, garagens, um pequeno cemitério, parque
ajardinado… etc.
Foi necessário dotar de
rendimentos fixos esta instituição, o que foi
devidamente providenciado pela princesa Maria Francisca
Benedita, através do legado, por testamento, de quase
todos seus bens. Estes seriam administrados por um
Conselho Administrativo o qual, por vontade da doadora,
deveria estar na dependência do Ministério da Guerra.
Mas, alguns anos depois
do seu falecimento, com a extinção das comendas e dos
dízimos, o Real Hospital de Veteranos passou a defrontar
muitas dificuldades de financiamento. Alexandre
Herculano, num artigo publicado em 15 de Setembro de
1838 na revista “O Panorama “, denunciou vigorosamente
esse facto: “… dentro em pouco os inválidos que lá
existem terão de ir mendigar o pão, que a pátria tem
obrigação de lhes dar, havendo eles ganho o direito a
recebê-lo com o seu sangue, e com os perigos e fadigas
da guerra, que só sabem avaliar aqueles que os têm
passado.”
O encargo deste
estabelecimento está actualmente sob a jurisdição do
Ministério da Defesa Nacional, através do Instituto de
Acção Social das Forças Armadas.
Fonte:
http://www.iasfa.pt/runa.html
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Princesa Maria
Francisca
Benedita
A
Princesa Maria Francisca Benedita nasceu em Lisboa, no
dia 25 de Julho de 1746. Foi a quarta e última filha do
rei D. José e D. Mariana Victória de Bourbon, neta de D.
João V e da Casa Real de Espanha pela via materna. Suas
irmãs D. Maria, que viria a ser rainha de Portugal, a
primeira desse nome, D. Mariana Josefa, com quem
partilhou dotes de pintura, ainda hoje observáveis num
painel de uma das capelas laterais da Basílica da
Estrela, assinado pelas duas princesas e D. Maria
Francisca Doroteia.
Foi baptizada na Sé Patriarcal de Lisboa pelo Cardeal D.
Tomaz de Almeida. Recebeu um nome extenso, como era uso
na realeza: D. Maria Francisca Benedita Ana Isabel
Josefa Antónia Lourença Inácia Gertrudes Rita Joana
Rosa.
Em 21 de Fevereiro de 1777 D. Maria Francisca Benedita
casou com seu sobrinho, D. José, o primogénito de D.
Maria. Ela tinha 30 anos, ele 15. A desproporção que
hoje nos parece insólita, não o era na época, tendo em
conta que os casamentos eram ajustados por conveniência
e raramente por afinidade afectiva. As razões de Estado,
a exigência aristocrática de casar princesas e príncipes
e a tremenda mortalidade infantil própria da época eram
os factores que reduziam drasticamente as possibilidades
de escolha. Os cruzamentos das casa reais da Europa eram
disputados e negociados arduamente pelas diplomacias. As
diligências de casamento eram muitas vezes iniciadas
quando os interessados estavam ainda na primeira
infância.
Depois de enviuvar e de um difícil período de nojo,
decidiu empregar os seus bens na construção de uma
instituição verdadeiramente inovadora para o tempo.
Podia ter optado por mais um convento ou uma igreja em
Lisboa, o que lhe daria prestígio imediato entre os seus
pares da nobreza e créditos espirituais entre o clero.
Não o fez, escolhendo o projecto arrojado e corajoso de
Runa ao qual dedicou o resto da vida.
Os retratos que a representam, pintados ou em gravura, e
que se encontram em Runa e no Museu dos Coches, mostram
uma mulher de grande formosura. Teve uma educação à
altura da sua condição social, que encontrou terreno
fértil em dotes assinaláveis de inteligência e
sensibilidade artística. Conhecem-se os seus mestres,
contratados pelo rei D. José, ele próprio um apaixonado
das Belas-Artes: David Perez, célebre maestro de
Nápoles, deu-lhe lições de música. Em Runa encontra-se
ainda um órgão móvel do séc. XVIII, muitas vezes tocado
pela Princesa. Mas não foi só na música: declamava e
comentava poesia em diversas línguas, das quais o
inglês, o espanhol, o francês e o italiano, que falava
correctamente. Na pintura e no desenho deixou uma obra
artística que, sendo académica, se reconhece como
representativa do gosto da época, pois teve mestres de
nomeada: o pintor Domingos Rosa, provavelmente Domingos
de Sequeira e o gravador Joaquim Carneiro da Silva.
A peça de arte mais
conhecida da Princesa é a famosa custódia, executada a
partir de um desenho seu e que se pode admirar no museu
de
Runa.
Quem hoje for ao Panteão Real dos Braganças, junto à
Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa, encontrará as
singelas arcas tumulares do Príncipe D. José e da
Princesa D. Maria Francisca Benedita, uma sobre a outra,
com os nomes gravados na pedra. Parece pouco para quem
tanto viveu. Será necessário procurar noutro local a
memória viva destas personagens cujo percurso em vida
procurámos resumir.
Fonte:
http://www.iasfa.pt/princ.html
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Instituto de
Acção Social das
Forças Armadas
Génese da Acção
Social Militar
No passado dia
18 de Junho
comemoraram-se
os duzentos e
sete anos do
lançamento da
primeira pedra
do edifício
génese da acção
social em apoio
da família
militar, data
que foi
institucionalizada
como DIA do
IASFA.
Esta obra, que
remonta a 1792,
deveu-se à filha
do Rei D. José
I, a Princesa D.
Maria Francisca
Benedita, a qual
dedicou, como
objectivo maior
da sua vida, a
construção de um
complexo social
para que os
militares, após
bem terem
servido a
Pátria, pudessem
ter uma velhice
digna e em
segurança. Este
amplo complexo
social,
edificado em
RUNA, foi
inaugurado em
1827, sob a
designação de
Hospital Real
de Inválidos
Militares.
Constitui a
génese e é uma
das iniciativas
pioneiras, a
nível mundial,
em prole da
família militar.
Mais tarde
passou a
designar-se por
Asilo de
Inválidos
Militares
(1831),
Lar de
Veteranos
Militares
(1965) e,
actualmente, por
Centro de
Apoio Social de
Runa.
(sublinhados
nossos)
Fonte:
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_jul1999/pag12.html
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Asilo de Inválidos
Militares de Runa
O
Asilo de Inválidos Militares de Runa,
também chamado Lar dos Veteranos
Militares, está localizado na
freguesia de Runa, concelho de Torres
Vedras, Portugal.
História
Foi construído a expensas da princesa do
Brasil, D. Maria Francisca Benedita,
irmã de D. Maria I, na sua quinta
daquela povoação.
D. Maria Francisca, que ficou viúva em
1788, resolveu aceitar o louvável e
benéfico destino de fundar um asilo
exclusivo para militares pobres e
inválidos, tendo reservado uma parte do
edifício para os seus aposentos.
O edifício foi inaugurado a 25 de Julho
de 1827, estando a princesa a comemorar
os seus oitenta e um anos de idade.
Foram gastos na sua construção mais de
600 contos de réis. Bem traçado no
estilo neoclássico da época, projectado
pelo arquitecto José da Costa e Silva, a
obra monumental, segundo a inscrição na
fachada, começou a 18 de Junho de 1792.
Este edifício, que no seu aspecto
externo, se reduz à figura dum longo
quadrilátero, corre no sentido norte a
sul, tendo na sua frente 99 metros, de
fundo 61, de altura 13, com 365 janelas
(tantas como os dias de um ano), e 13 de
fundo. Ao centro do edifício, a notável
entrada para a igreja, formando
peristilo, é de uma arquitectura austera
e nobre. O templo tem uma curta nave ou
corpo e um grande transepto em que os
topos são rematados em semicírculo. O
conjunto é dominado por uma cúpula. De
notar, os nichos com esculturas de
mármore de Carrara, ao estilo
neoclássico. Pertence também a esta
igreja uma alta e valiosa custódia de
prata dourada com peso de 14,725 Kg e
com 1,30 metros de altura, cravejada de
pedras preciosas, que muitas delas eram
da própria Princesa.
Como motivo de interesse para o
visitante deve-se mencionar ainda a
Tribuna Real, de cujas janelas no
primeiro andar se tem a melhor
perspectiva, sobre o interior da igreja.
Hoje armada em sala, guarda várias
pinturas de valor, portuguesas e
estrangeiras. Sobressaem as três tábuas
portuguesas da primeira metade do século
XVI, representando São Luís, Rei de
França, São João Baptista e São
Jerónimo, São Bento e Santo Ambrósio, e
uma tela representando Santo António e o
Menino, assinada por Vieira Lusitano.
Numa outra ala do edifício os chamados
"Aposentos da Rainha" conservam nas
paredes uma decoração neoclássica e, na
sala principal, pode admirar-se um
retracto da rainha D. Maria I.
O acesso ao edifício é feito por uma
alameda de 170 metros de comprimento e
ao lado direito encontra-se um magnífico
jardim frondoso arvoredo, que inclui
diversas espécies de vegetais, entre as
quais um dos maiores e antigos cedros de
Portugal, e também muitas aves
interessantes como os galos da Índia ou
os belos pavões.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Asilo_de_Inv%C3%A1lidos_Militares_de_Runa
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"Correio
da Manhã"
 |
"Associação
reivindica
centro"
in:
"Correio
da Manhã",
de 27Abr2009
"A
Associação de Combatentes do Ultramar
Português (ACUP) pediu ontem ao Ministério
da Defesa que o Hospital Real dos Inválidos
Militares, actualmente designado por
Centro de Apoio
Social da Runa, em Torres Vedras,
preste apoio prioritário aos antigos
Combatentes. Segundo a ACUP, o centro foi
mandado construir pela Princesa Maria
Francisca Benedita com o objectivo de apoiar
os combatentes". |