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  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

José Francisco Fernando Nico

 

Tenente-General Piloto Aviador

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

Ordem à Aeronáutica nº 26, 2.ª série de 1969, então Tenente Piloto Aviador

 

 

 

 

Clique no sublinhado que se segue para visualização do conteúdo completo:

 

 

"Um ataque com «olhos azuis»"

Guiné: «Um ataque atípico no dia 6 de Janeiro de 1969»

 

Excertos:

 

 

«Naquela segunda-feira, a notícia de um ataque com canhões, ao início da manhã, a Gadamael Porto, sede da CArt2410 deu logo a ideia de que qualquer coisa estranha estava a acontecer. Não era nada normal o PAIGC desencadear flagelações aquela hora.»

 

[...]

 

«os pilotos foram surpreendidos com o que viram: o perímetro do antigo aquartelamento estava pejado de gente. Perceberam imediatamente que só podiam ser os guerrilheiros responsáveis pela flagelação a Ganturé. Mas o mais espantoso é que estavam ali, num espaço completamente aberto e sem qualquer espécie de camuflagem. »

 

[...]

 

«O que é que teria passado pela cabeça daquela gente para se expôr daquela maneira? O PAIGC e os seus mentores cubanos vinham seguindo à risca a cartilha da guerra de guerrilha mantendo-se sempre encobertos e só atacando quando estavam em vantagem. Quando se sentiam em desvantagem furtavam-se ao contacto. No entanto, desta vez, estavam a fazer tudo ao contrário, de tal maneira que os dois pilotos dos G-91 tiveram dificuldade em assimilar a imagem que a vista lhes oferecia com toda a nitidez. Seria mesmo real o que estavam a ver? O ex-tenente Balacó Moreira confessa que da sua experiência em operações quase diárias no teatro de operações da Guiné nunca tinha dado de caras com o inimigo numa situação tão vulnerável. »

 

[...]

 

«A razão para o suicídio do PAIGC em Sangonhá.

Depois do reconhecimento a Sangonhá ficou por decifrar o que teria levado o PAIGC a efectuar aquela acção suicida. A prática normal da guerrilha não se ajustava, de modo nenhum, ao que acontecera no dia 6 de Janeiro de 1969. Não tinha sido apenas a hora a que foi desencadeada a flagelação, de manhã em plena luz do dia, mas também o facto do armamento e o pessoal estarem em campo aberto e serem facilmente detectáveis pelos aviões. Era ainda o recurso às peças anti-carro na flagelação como se fossem obuses ou morteiros27.

Havia certamente uma justificação para este comportamento anómalo mas nenhum de nós imaginava qual poderia ser.»

 

[...]

 

«Para mim foi uma espécie de relâmpago que tudo iluminou e desvendou, num instante, a lógica daquele comportamento estranho do PAIGC. Não consegui agora encontrar nenhum registo desse documento mas o facto é que me marcou tanto que nunca mais esqueci o essencial do que li.»

 

[...]

 

«O PAIGC e o governo sueco, em escrupulosa obediência às regras da propaganda nunca revelaram, nem durante a guerra, nem depois, este desastroso embate…»

 

[...]

 
Canhão Zis 2 AC57mm pronto a ser atrelado a viatura de reboque

 



Situação geral no terreno manhã do dia 06 de Janeiro de 1969

 



Furriel Mil.º Luís Guerreiro operando morteiro em Ganturé

 



Bilhete Sansau na Isna

«A título de curiosidade não devo terminar sem mencionar o único documento conhecido do PAIGC referente a este ataque. Trata-se de um bilhete enviado em 6 de Janeiro de 1969 por um dos mais celebrados comandantes do PAIGC, Pansau na Isna, e dirigido a Aristides Pereira que estava na base mais próxima, Boké, na Guiné-Conacri. »

 



À direita munição que veio de Sangonhá

 



 

 

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Autor do

 

 

Texto:

 

"Madina do Boé, 'o Algarve na Guiné'"

Guiné: Madina do Boé - o alvo para a estreia dos cubanos em combate

 

Livro:

 

«A BATALHA DO QUITAFINE»

A contraguerrilha antiaérea na Guiné e a fantasia das áreas libertadas

 


 

 

 

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