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Condecorações

Batalhão de Comandos da Guiné

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Batalhão de Comandos da Guiné

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné, no período de 2 de Novembro de 1972 a 7 de Setembro de 1974

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe, colectiva

 

 

CG-1-Classe-VmDiário da República, n.º 128/2012, Série II de 04Jul2012
Aviso (extracto) n.º 9093/2012
 

Presidência da República

 

Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas


Concessão de medalha militar


O Presidente da República decreta, nos termos do artigo 33, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 316/2002, de 27 de Dezembro, o seguinte:


É concedida ao Batalhão de Comandos do Comando Territorial Independente da Guiné, a Medalha da Cruz de Guerra - 1.ª Classe.


27 de junho de 2012. - O Secretário-Geral das Ordens,

 

Arnaldo Pereira Coutinho.


Imposição a 29 de Junho de 2012

 

 

Batalhão de Comandos da Guiné

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se seguem:

 

 

Brevíssima resenha castrense

 

 

Identificação:
BCmds


Comandante:
Major de Cavalaria ‘Comando’ João de Almeida Bruno
Major de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel Socorro Folques
Major de Infantaria ‘Comando’ Florindo Eugénio Batista Morais


2.º Comandante:
Capitão de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel Socorro Folques
Capitão de Infantaria ‘Comando’ João Batista Serra
Capitão de Cavalaria ‘Comando’ Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes
Capitão de Artilharia ‘Comando’ José Castelo Glória Alves

BCmds-Guine-vm-350
Início:
2 de Novembro de 1972


Extinção:
7 de Setembro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
A unidade foi criada, a título provisório, em 2 de Novembro de 1972, a fim de integrar as subunidades de Comandos da Metrópole em actuação na Guiné e também as Companhias de Comandos Africanas, passando a superintender no seu emprego operacional e no seu apoio administrativo e logístico.


Em 1 de Abril de 1973, o Batalhão de Comandos foi criado a título definitivo, tendo a sua organização sido aprovada por despacho de 21 de Fevereiro de 1973 do ministro do Exército.


Desenvolveu intensa actividade operacional, efectuando diversas operações independentes em áreas de intervenção do Comando-Chefe ou em coordenação com os batalhões dos diferentes sectores onde as suas forças foram utilizadas, nomeadamente nas regiões de Cantanhez (operação "Falcão Dourado", de 15 a 19 de Janeiro de 1973, e operação "Kangurú Indisposto", de 21 a 23 de Março de 1973); de


Morés (operação "Topázio Cantante", de 25 a 27 de Janeiro de 1973); de


Changalana-Sara (operação "Esmeralda Negra", de 13 a 16 de Fevereiro de 1973); de


Morés e Cubonge (operação "Empresa Titânica", de 27 de Fevereiro a 1 de Março de 1973); de


Samoge-Guidage (operação "Ametista Real", em 20 e 21 de Maio de 1973); de


Caboiana (operação "Malaquite Utópica", de 21 a 22 de Julho de 1973 e operação "Gema Opalina", de 24 a 27 de Setembro de 1973); de

 

Cadique - Jemberém (operação "Galáxia Vermelha", de 21 de Dezembro de 1973 a 2 de Janeiro de 1974; de


Choquemone (operação "Milho Verde/2", de 14 a 17 de Fevereiro de 1974); de


Biambifoi (operação "Seara Encantada", de 22 a 26 de Fevereiro de 1974) e de


Canquelifá (operação "Neve Gelada", de 21 a 23 de Março de 1974), entre outras.


As suas subunidades, em especial as metropolitanas, foram ainda atribuídas em reforço de outros batalhões, por períodos variáveis, para intervenção em operações específicas ou reforço continuado do respectivo sector.


Das operações efectuadas, refere-se especialmente a operação "Ametista Real", efectuada de 17 a 20 de Maio de 1973, em que, tendo sofrido 14 mortos e 25 feridos graves, provocou ao inimigo 67 mortos e muitos feridos, destruindo ainda 2 metralhadoras antiaéreas e 22 depósitos de armamento e munições com 300 espingardas, 112 pistolas-metralhadoras, 100 metralhadores ligeiras, 11 morteiros, 14 canhões sem recuo, 588 lança-granadas foguete, 21 rampas de foguetão 122, 1785 munições de armas pesadas, 53 foguetões de 122, 905 minas e 50.000 munições de armas ligeiras.


Destacou-se também, pela oportunidade da intervenção e captura de 3 morteiros 120, 367 granadas de morteiro, 1 lança-granadas foguete e 2 espingardas e 26 mortos causados ao inimigo, a acção sobre a base de fogos que atacava Canquelifá, em 21 de Março de 1974.


Em 20 de Agosto de 1974, as três subunidades de pessoal africano (nota1 e nota2) foram desarmadas, tendo passado os seus efectivos à disponibilidade.


Em 7 de Setembro de 1974, o batalhão foi desactivado e extinto.

 

 

 BCmds-Guine-vm-920

 

 

 

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