Diário da República, n.º
128/2012, Série II de 04Jul2012
Aviso (extracto) n.º 9093/2012
Presidência da República
Chancelaria das Ordens
Honoríficas Portuguesas
Concessão de medalha militar
O Presidente da República decreta,
nos termos do artigo 33, n.º 1, do
Decreto-Lei n.º 316/2002, de 27 de
Dezembro, o seguinte:
É concedida ao Batalhão de Comandos
do Comando Territorial Independente
da Guiné, a Medalha da Cruz de
Guerra - 1.ª Classe.
27 de junho de 2012. - O
Secretário-Geral das Ordens,
Arnaldo Pereira Coutinho.
Imposição a 29 de Junho de 2012
Em 1 de Abril de 1973, o Batalhão de
Comandos foi criado a título
definitivo, tendo a sua organização
sido aprovada por despacho de 21 de
Fevereiro de 1973 do ministro do
Exército.
Desenvolveu intensa actividade
operacional, efectuando diversas
operações independentes em áreas de
intervenção do Comando-Chefe ou em
coordenação com os batalhões dos
diferentes sectores onde as suas
forças foram utilizadas,
nomeadamente nas regiões de
Cantanhez (operação "Falcão
Dourado", de 15 a 19 de Janeiro de
1973, e operação "Kangurú
Indisposto", de 21 a 23 de Março de
1973); de
Morés (operação "Topázio Cantante",
de 25 a 27 de Janeiro de 1973); de
Changalana-Sara (operação "Esmeralda
Negra", de 13 a 16 de Fevereiro de
1973); de
Morés e Cubonge (operação "Empresa
Titânica", de 27 de Fevereiro a 1 de
Março de 1973); de
Samoge-Guidage (operação "Ametista
Real", em 20 e 21 de Maio de 1973);
de
Caboiana (operação "Malaquite
Utópica", de 21 a 22 de Julho de
1973 e operação "Gema Opalina", de
24 a 27 de Setembro de 1973); de
Cadique - Jemberém (operação
"Galáxia Vermelha", de 21 de
Dezembro de 1973 a 2 de Janeiro de
1974; de
Choquemone (operação "Milho
Verde/2", de 14 a 17 de Fevereiro de
1974); de
Biambifoi (operação "Seara
Encantada", de 22 a 26 de Fevereiro
de 1974) e de
Canquelifá (operação "Neve Gelada",
de 21 a 23 de Março de 1974), entre
outras.
As suas subunidades, em especial as
metropolitanas, foram ainda
atribuídas em reforço de outros
batalhões, por períodos variáveis,
para intervenção em operações
específicas ou reforço continuado do
respectivo sector.
Das operações efectuadas, refere-se
especialmente a operação "Ametista
Real", efectuada de 17 a 20 de Maio
de 1973, em que, tendo sofrido 14
mortos e 25 feridos graves, provocou
ao inimigo 67 mortos e muitos
feridos, destruindo ainda 2
metralhadoras antiaéreas e 22
depósitos de armamento e munições
com 300 espingardas, 112
pistolas-metralhadoras, 100
metralhadores ligeiras, 11
morteiros, 14 canhões sem recuo, 588
lança-granadas foguete, 21 rampas de
foguetão 122, 1785 munições de armas
pesadas, 53 foguetões de 122, 905
minas e 50.000 munições de armas
ligeiras.
Destacou-se também, pela
oportunidade da intervenção e
captura de 3 morteiros 120, 367
granadas de morteiro, 1
lança-granadas foguete e 2
espingardas e 26 mortos causados ao
inimigo, a acção sobre a base de
fogos que atacava Canquelifá, em 21
de Março de 1974.
Em 20 de Agosto de 1974, as três
subunidades de pessoal africano (nota1
e
nota2)
foram desarmadas, tendo passado os
seus efectivos à disponibilidade.