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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
da
Lourinhã

São Bartolomeu dos
Galegos
Avelino Augusto Corado

Soldado Atirador de Cavalaria, n.º
01179468
Companhia de Cavalaria
2415
«OS AUDACIOSOS -
FORTUNA AUDACES JUVAT»
Moçambique: 13Ago1968 a 30Out1969 (data
do falecimento)
MEMÓRIA E HOMENAGEM
Ao Soldado Atirador de Cavalaria n.º 01179468
AVELINO AUGUSTO CORADO
Tombou em Combate em 30 de Outubro de
1969 - Valadim - Niassa - Moçambique
I -
IDENTIFICAÇÃO DO MILITAR
O Soldado Atirador de Cavalaria n.º
01179468, Avelino Augusto Corado, era natural da Aldeia
do Paço, freguesia de São Bartolomeu dos Galegos,
concelho da Lourinhã.
Filho de Agostinho Corado e de Avelina
de Jesus, de estado civil solteiro.
O seu corpo foi trasladado para a
Metrópole e encontra-se sepultado no cemitério da
freguesia de São Bartolomeu dos Galegos, concelho da
Lourinhã, a sua terra natal.
II - A
UNIDADE MOBILIZADORA
O
Soldado Avelino Corado foi mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 - Ajuda - Lisboa), o histórico
«REGIMENTO DO CAIS».
O RC7 tem por divisa «QUO TOTA VOGANT»
e é a Unidade que tradicionalmente mobilizou as
Companhias de Cavalaria para o Ultramar.
Foi no RC7 que o contingente fez a sua
formação, aprestamento e coesão como força constituída,
antes de ser projetado para África.
III - A
SUBUNIDADE - COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 2415 - CCav 2415
A
subunidade a que pertenceu foi a Companhia de Cavalaria
N.º 2415 (CCav 2415)
A sua divisa era «OS AUDACIOSOS -
FORTUNA AUDACES JUVAT» - A sorte protege os audazes.
Era comandada pelo Capitão Miliciano
António
Amaral Amado.
O seu distintivo é de campo de ouro,
com dois sabres cruzados de negro, encimando o número 7
de vermelho, orlado por ramo de louros, e com listel
inferior com a divisa. É o símbolo da coragem e da
audácia que a Companhia levou para o Niassa.
O embarque para Moçambique deu-se no
dia 23 de Julho de 1968, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, a bordo do NTT ‘Vera Cruz’.
Integrou um grupo de combate da Companhia com destino ao
porto de Nacala, onde desembarcou no dia 13 de Agosto de
1968.

IV -
SÍNTESE DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCAV 2415 ATÉ 30 DE
OUTUBRO DE 1969
A atividade operacional da CCav 2415,
desde o desembarque até à data do falecimento do Soldado
Corado, desenvolveu-se em três fases distintas, sempre
em zonas de elevada atividade operacional no norte de
Moçambique:
1ª Fase -
Lione e Chala - Sob o
comando do Batalhão de Caçadores 1936 «VALENTES E
AUDAZES»:
Desembarcada
em Nacala a 13 de Agosto de 1968, a Companhia foi
colocada em
Lione,
onde rendeu a CArt 2327 «AMIGO CERTO NA HORA INCERTA»,
do BArt 2839. O seu distintivo era o cão de fila sobre
canhões cruzados.
Destacou um pelotão para Chala. Ficou
sob comando operacional do BCac 1936 «VALENTES E
AUDAZES», sediado no Catur, no subsector ACT, cujo
distintivo ostenta a Cruz de Cristo sobre os TT.
Nesta
fase, a atividade consistia em patrulhamentos e
nomadizações nas regiões de Lione, Chala, Matipa, Malema,
Chinenge, Banga, serra Metónia e monte Litucano, com
prioridade absoluta na zona fronteiriça com o Malawi,
por onde se infiltrava o inimigo.
Participou nomeadamente nas operações
«Trote Larito», «Luar de Prata», «Às a Galope»,
«Volteando», «Segura» e «Busca». Participou ainda na
operação «Conjunta», para abertura e segurança do
itinerário Chinenge - Vila Cabral.
2ª Fase -
Luatize - Sob o comando do
Batalhão de Artilharia 2847:
Rendida
em Junho de 1969 pela CArt 2387 «COM VALOR», a CCav 2415
foi transferida para Vila Cabral, ficando na situação de
intervenção
do Sector A.
De 21 de Junho a 11 de Setembro de
1969 deslocou-se para Luatize. Ficou sob o comando do
BArt 2847, sediado em Valadim, no subsector AVL.
Efectuou várias operações ofensivas,
designadamente: «Beta Um» e «Pantera 42 e 48» na região
a Este de Valadim, «Pantera 40 e 41» nas margens do rio
Luatize e «Rota 2» entre os rios Luatize e Lucuisse.
3ª Fase -
Valadim - Onde tombou o
Soldado Corado - Sob o comando do BArt 2847 e do BArt
2898:
De
11 de Outubro a 28 de Dezembro de 1969, a Companhia
instalou-se em Valadim. Ficou sob o comando do BArt 2847
e, a
partir
de Novembro de 1969, do BArt 2898, que rendeu o
primeiro. O BArt 2898 tem por símbolo a águia sobre
canhões cruzados.
Foi-lhe atribuída como missão
principal, de elevado risco e responsabilidade, a
abertura do itinerário Valadim - Luatize. Era uma picada
sistematicamente minada pelo inimigo.
Nesta missão, a Companhia detectou e
desactivou muitos engenhos explosivos, garantindo a
circulação de forças e o apoio às populações.
V - O DIA
30 DE OUTUBRO DE 1969 - REGIÃO DE VALADIM
No cumprimento dessa missão de
abertura do itinerário Valadim - Luatize, no dia 30 de
Outubro de 1969, na região de Valadim, distrito do
Niassa, uma viatura da Companhia accionou
involuntariamente uma mina anti-carro.
A explosão provocou a destruição da
viatura e do material que transportava, causando mortos
e feridos à Companhia.
Nesse trágico acontecimento tombou em
combate, servindo Portugal, o Soldado Atirador de
Cavalaria n.º 01179468, Avelino Augusto Corado. Cumpriu
até ao fim o juramento de defender a Pátria.
No mesmo local e no cumprimento do
mesmo dever, lado a lado, tombou também em combate o seu
camarada inseparável da CCav 2415 «OS AUDACIOSOS»:
o
Soldado Atirador de Cavalaria n.º 00553968, Joaquim
Francisco Rodrigues da Silva
VI -
MEMÓRIA PERPÉTUA - O MONUMENTO DA ALDEIA DO PAÇO
O sacrifício do Soldado Avelino Corado
não foi esquecido pela sua terra.
Em 29 de Agosto de 2021, a
Aldeia do Paço, na freguesia de São Bartolomeu dos
Galegos, concelho da Lourinhã, erigiu um monumento
solene de homenagem aos combatentes, nomeadamente
aos combatentes que caíram na Guerra do Ultramar.

Nesse monumento, consagrado à memória
dos que tombaram pela Pátria, fica gravado para a
eternidade, entre os seus camaradas, o nome:
AVELINO AUGUSTO CORADO
Ali, na pedra da sua aldeia, com o
Escudo Nacional por cima, e rodeado de flores, o seu
nome continua a viver. É o reconhecimento da comunidade
ao filho que partiu solteiro da Aldeia do Paço para
nunca mais voltar, e que deu a vida por Portugal na
longínqua terra de Moçambique.
Que a sua memória descanse em paz. Que
a sua coragem sirva de exemplo.
Honra e Glória ao Soldado Avelino
Augusto Corado!

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