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 Falecimento

General João de Almeida Bruno

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

 

Faleceu no dia 10 de Agosto de 2022, em Lisboa, o veterano

 

 

General-Jo-o-de-Almeida-Bruno-350

 

João de Almeida Bruno

 

General

 

Serviu Portugal nas Províncias Ultramarinas de Angola e da Guiné

 

Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, Grau Oficial com palma

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

Cruzes de Guerra de 1.ª e 2.ª classes

 

Medalha de Promoção por Distinção

 

 

 Medalhas-1-920

 

 

João de Almeida Bruno, General.


Col-gio-MilitarNascido em 30 de Julho de 1935 na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa.


Em 1938 vai com seus pais para Luanda.


EE-vmEm 1944 regressa a Lisboa e vai morar com uma tia, residente perto do Campo Santana.
Em Outubro de 1945 ingressa no Colégio Militar (CM) «ZACATRAZ» - «UM POR TODOS, TODOS POR UM».


EPIEm 14 de Outubro de 1952 entra na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», onde conclui em 1956 o curso de Cavalaria.


Em 1957 é promovido a Alferes e faz o curso de Carros de Combate.


Em Dezembro de 1960 está na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM» com o posto de Tenente, a fazer o mestrado de Educação Física Militar, seleccionado para um curso de ‘rangers’ nos Estados Unidos da América (EUA), com o Tenente Jorge Manuel Cabeleira Filipe: ambos chamados ao gabinete do RC7-VMcomandante, são instados à preparação para seguir para Angola.


ECav108Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS», em 5 de Maio de 1961 embarca rumo a Luanda, na sua primeira comissão de serviço por imposição, integrado no Esquadrão de ECav148Cavalaria 108 (ECav108-RC7) sob comando do Capitão Ciríaco Cunha; nove dias depois desembarca em Luanda e segue para o Negaje; em Dezembro de 1961 conclui o tirocínio, sendo promovido a Capitão e transferido para o comando do Esquadrão de Cavalaria 148 (ECav148-RC7) «EU OUSO», que em Fevereiro de 1962 segue para a vila fronteiriça Teixeira de Sousa e em Junho de 1962 para o Lumeje. Três meses depois é GCav345deslocado para o Sector F (SecF) da Zona de Intervenção Norte (ZIN) na região fronteiriça noroeste, ficando a partir de 17 de Setembro de 1962 acantonado junto à Ponte do rio M’Pozo, perto da fronteira noroeste, onde passa a reforçar o Grupo de Cavalaria 345 (GCav345) «NA GUERRA BCav745CONDUTA MAIS BRILHANTE» comandado pelo Tenente-Coronel Spínola.
Regressa a Lisboa em 6 de Setembro de 1963 e no ano seguinte faz o curso de Guerra Subversiva.


Em 9 de Janeiro de 1965 embarca de novo para Angola, em segunda comissão de serviço por imposição, como Oficial de Operações e Informações do Batalhão de Cavalaria 745 (BCav745-RC3) «NÓS QUEREMOS».


Em 2 de Agosto de 1966 é agraciado com a
Cruz de Guerra de 2.ª Classe, por feitos em combate.

 

CG-2-Classe-VM-745Capitão de Cavalaria
JOÃO DE ALMEIDA BRUNO
 

BCav745 - RC3
ANGOLA


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 – 2.ª série, de 1966.


Por Portaria de 02 de Agosto de 1966:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Capitão de Cavalaria, João de Almeida Bruno, do Batalhão de Cavalaria n.º 745 de Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 3 de 8 de Março de 1966, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e Ordem de Serviço n.º 21, de 11 do mesmo mês e ano, do Quartel General da Região Militar de Angola):


Que, por despacho de 04 de Março de 1966, Sua Ex.ª o General Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvou o Capitão de Cavalaria, João de Almeida Bruno, do Batalhão de Cavalaria n.º 745 de Regimento de Cavalaria n.º 3, porque, durante a permanência do Batalhão de Cavalaria n.º 745 como reserva da Região Militar de Angola, tem evidenciado em todas as operações em que voluntariamente tomou parte, excepcionais qualidades de chefe e de combatente, nomeadamente nas operações "Detecção F", "Atoleiros D" e "Salado D".


Em qualquer das referidas operações comandou sub-agrupamentos em reserva de reduzidos efectivos, com os quais foi empenhado em objectivos de extraordinário valor e em situações particularmente difíceis, demonstrando sempre alto espírito combativo, coragem, decisão, excepcional sangue-frio, grande e extraordinária energia e serenidade debaixo de fogo, total desprezo pela vida e pelo perigo e verdadeiro espírito de missão.


Na última das operações citadas, mais uma vez ressaltaram todas estas virtudes, quando, lançado com a missão de assaltar importante quartel inimigo, de tal modo se conduziu no comando do Sub-Agrupamento e na manobra das suas tropas que em menos de duas horas havia cumprido a difícil e arriscada missão que lhe fora confiada.


Prevendo, dirigindo e dando elevado exemplo de coragem e decisão comandou o seu Agrupamento com excepcional competência. Fortemente atacado pelo inimigo com tiros de metralhadora ligeira, armas automáticas e espingardas, manteve obstinadamente a ocupação do quartel inimigo durante cerca de 30 horas, a despeito de ter sofrido 5 baixas.


Recebida ordem para retirar para local de heli-recuperação, executou magistral acção retardadora, mantendo sempre excepcional domínio sobre si mesmo e sobre as suas tropas revelando e dando exemplo de serenidade absoluta debaixo de fogo, decisão, desprezo pela vida e pelo perigo, pelo que é de justiça apontá-lo publicamente como exemplo de Chefe e de Militar que dedica a sua vida e entusiasmo ao serviço do ideal da Pátria.

CIC-RMA-280Entretanto, ofereceu-se para frequentar o 5.º Curso de Comandos, que em 30 de Setembro de 1966 conclui com aproveitamento, sendo nomeado Oficial de Operações e Informações do Centro de Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» RMA-1da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE».


Em 9 de Março de 1967 regressa a Lisboa.


Em 24 de Maio de 1968, por escolha do Brigadeiro CCFAGSpínola, segue para Bissau como ajudante-de-campo do governador e do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) Brigadeiro Spínola.


AMilita-5280rEm Julho de 1970 termina a comissão e regressa à Metrópole, ficando colocado na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI».


Em 1 de Março de 1971 é promovido a Major e 3 meses
BCmds-Guine-vmdepois volta à Guiné, para a sua quarta (segunda por designação) comissão ultramarina, nomeado Chefe do COE (Centro de Operações Especiais): em 26 de Agosto de 197 leva a efeito a Operação Nadia (em Injassane, sector de Tite); em Setembro de 1971 um golpe-de-mão sobre um acampamento inimigo; e em Maio de 1972 a Operação Zavenda. A partir de 14 de Julho de 1972, acumula as funções da chefia do COE (Centro de Operações Especiais) com as de comandante do Batalhão de Comandos da Guiné (ainda em formação).


Em 24 de Janeiro de 1973 é agraciado com a
Medalha de Prata de Valor Militar, com palma.

 

VMPrata-vmMajor de Cavalaria
JOÃO DE ALMEIDA BRUNO
 

COE
GUINÉ
 

Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º 6 – 2.ª série, de 1973:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, pelo excepcional brilhantismo como vem cumprindo as complexas missões de que tem sido incumbido no Teatro de Operações da Guiné.


Tirando amplo partido das suas extraordinárias qualidades militares, constantemente postas à prova, e que lhe valeram, com incontestada justiça, as honrosas condecorações que ostenta, vem exercendo no Centro de Operações Especiais uma chefia altamente valorosa, demonstrando completa integração na estratégia de contra-subversão em curso e apurado sentido da forma de a conduzir.


Com denodado esforço, invulgar competência profissional, alto critério, persistência e comunicativo entusiasmo, converteu o Centro de Operações Especiais num órgão de excepcional eficiência e rentabilidade, perfeitamente adaptado à transcendente missão que lhe cabe na conduta das operações, tendo ainda dedicado particular atenção e cuidado à preparação e accionamento de pequenos grupos orientados para operações especiais, que concebeu e planeou com inexcedível competência, integrando-se frequentemente nas que se ofereciam mais difíceis ou envolviam maior risco.


À testa de um grupo de militares africanos de reduzido efectivo tem percorrido o Teatro de Operações, executando acções de todo os tipos nas zonas mais perigosamente infestadas pelo inimigo, demonstrando, em circunstâncias de evidente risco de vida e junto dos seus homens, que o veneram, rara abnegação, serenidade, bravura e excepcional capacidade de decisão.


Teve especial relevância o seu comportamento nas acções "Nadia", em Agosto de 1971, "Zavenda", em Maio de 1972, e num golpe de mão, em Setembro de 1971, em determinada região, em que, frente ao inimigo, numericamente muito superior e debaixo de intenso fogo, conduziu com toda a serenidade a firme reacção dos seus homens, ocupando os lugares mais expostos e a todos contagiando com o seu exemplo de indómita coragem e desprezo pelo perigo.


O Major Almeida Bruno constitui-se em notável exemplo de verdadeira vocação militar, e da sua última acção, em constante afirmação do mais puro idealismo, resultou grande brilho e honra para as Armas Portuguesas e para a Pátria.

Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem do Exército:


Por Portaria de 24 de Janeiro de 1973:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, porque, à testa de um grupo de militares africanos de reduzido efectivo, tem percorrido o teatro de operações, executando acções de todos os tipos nas zonas mais perigosamente infestadas pelo inimigo.


Teve especial relevância o seu comportamento nas acções "Nadia", em Agosto de 1971, "Zavenda", em Maio de 1972, e num golpe de mão, em Setembro de 1971, em determinada região, em que, frente ao inimigo, numericamente muito superior, debaixo de intenso fogo e em circunstâncias de evidente risco de vida, conduziu com toda a serenidade a firma reacção dos seus homens, ocupando os lugares mais expostos e a todos contagiando com o seu exemplo de indómita coragem e desprezo pelo perigo, demonstrando, assim, extraordinária valentia, grande coragem moral e excepcional capacidade de decisão.

 

De 18 a 20 de Maio de 1973 conduz a Operação Ametista Real, infiltrando-se com as suas tropas em território senegalês e destruindo um paiol inimigo.

Em 31 de Maio de 1973 é agraciado com o
Grau de Oficial, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

 

TE-OficialMajor de Cavalaria
JOÃO DE ALMEIDA BRUNO
 

GUINÉ


Grau: Oficial, com palma


Transcrição do Alvará publicado na Ordem do Exército n.º 15 – 2.º série, de 1973:


Presidência da República


Chancelaria das Ordens Portuguesas


Alvará de concessão de 31 de Maio próximo passado:


Considerando que o Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, durante a permanência do Batalhão de Cavalaria 745 como reserva da Região Militar de Angola, evidenciou em todas as operações em que voluntariamente tomou parte excepcionais qualidades de Chefe e de Comandante, demonstrando sempre alto espírito combativo, coragem, decisão, sangue-frio, grande e extraordinária energia e serenidade debaixo de fogo, total desprezo pela vida e pelo perigo e verdadeiro espírito de missão, tendo sido Torre-Espada-oficial-vm-650distinguido com a medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe;


Considerando que no teatro de operações da Guiné tem cumprido com excepcional brilhantismo as complexas missões de que tem sido incumbido, revelando-se um Chefe altamente valoroso e profissionalmente competente, demonstrando em circunstâncias de evidente risco de vida e junto dos seus homens, que o veneram, rara abnegação, bravura e capacidade de decisão, constituindo notável exemplo de verdadeira vocação militar, pelo que foi condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar;


Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honorificas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei n.º 44 721, de 24 de Novembro de 1962, confere ao Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, sob proposta do Presidente do Conselho, o grau de Oficial, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

 

(Diário do Governo, n.º 157, II série, de 6 de Julho de 1973).


 

Cruz de Guerra de 2.ª classe (Angola): Ordem do Exército n.º 17 – 2.ª série, 1966.


Medalha-de-Promo-o-por-Distin-o-1Cruz de Guerra de 1.ª classe (Guiné): Ordem do Exército n.º 23 – 2.ª série, 1973.


Medalha de Prata de Valor Militar, com palma (Guiné): Ordem do Exéfrcito n.º 6 – 2.ª série, 1973.


Promovido por distinção, de Major a Tenente-Coronel, conforme Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 2 – 2.ª série, de 1973:

Tenente-Coronel de Cavalaria, adido, na Academia Militar, o Major de Cavalaria, adido, na mesma Academia, João de Almeida Bruno.
 

É promoção por distinção.
 

(Por Portaria de 03 de Novembro de 1973).

 

10 de Junho de 1973:

 

Em 10 de Junho de 1973 condecorado pelo Presidente da República, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, em Lisboa:

 

Major-Jo-o-de-Almeida-Bruno
 

PT-AHM-FE-CAVE-CFE-A49-1291-031-dissemination

Major João de Almeida Bruno e Capitão António Joaquim Alves Ribeiro da Fonseca

 

 

Em 27 de Julho de 1973 cessa funções de comandante do Batalhão de Comandos Africanos (BCmdsAfr) e regressa a Lisboa, onde fica colocado desde Setembro de 1973 como adido na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», com o cargo de comandante do 2.º Batalhão do Corpo de Alunos.


Em 29 de Outubro de 1973 é agraciado com a
Cruz de Guerra de 1.ª Classe, por feitos em combate.


CG-1-Classe-VmMajor de Cavalaria
JOÃO DE ALMEIDA BRUNO
 

BCmds - CTIG
GUINÉ


1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n/' 23 — 2." série, de 1973.

 

Por Portaria de 29 de Outubro de 1973:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, com medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Major de Cavalaria, João de Almeida Bruno, pela acção, a todos os títulos valorosa, que exerceu como comandante do Batalhão de Comandos da Guiné.


Dedicando especial interesse à preparação técnica do seu pessoal, realizou paralelemente um profundo trabalho de mentalização, incutindo-lhe forte espírito de corpo e estimulando-lhe a audácia e a agressividade, conduzindo a Unidade à obtenção de êxitos espectaculares, nas mais duras situações de combate, que a guindaram ao lugar cimeiro entre as forças de intervenção do Comando-Chefe e justificaram a sua proposta para uma alta condecoração colectiva.


A sua acção de comando culminou na concepção, planeamento e conduta da operação «Ametista Real», em que demonstrou à evidência as suas excepcionais qualidades de chefe militar de eleição, atingindo com a sua Unidade um ponto vital do dispositivo inimigo e desferindo-lhe golpe decisivo, que se traduziu em inúmeras baixas e na maior destruição de armamento até agora conseguida pelas nossas tropas, no teatro de operações da Guiné.


Nesta operação, que constituiu um feito de armas da maior projecção e com reflexos no imediato desanuviamento de uma situação crítica, teve o Major Bruno oportunidade de patentear, uma vez mais, além do apurado sentido táctico com que manobrou os seus agrupamentos e da sua rara capacidade de decisão, a coragem, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, que estão na base do seu prestígio e da profunda veneração que os seus homens lhe tributam.


Da acção do Major Bruno resultou honra e lustre para as armas portuguesas e para a Pátria, que tem servido com extrema devoção.

Nota:

 

a) Para além da Cruz de Guerra de 1.ª classe, este oficial foi também condecorado com:


- Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (grau: oficial com palma) - Guiné (1973) - Tomo 1


- Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, Guiné (1973) - Tomo 1


- Cruz de Guerra de 2.ª classe - Angola (1966) - Tomo III



b) Foi promovido por distinção de Major a Tenente-Coronel, conforme Portaria de 03 de Novembro de 1973, publicada na Ordem do Exército n.º 2 – 2.ª Série, de 1974:


"Tenente-Coronel de Cavalaria, adido, na Academia Militar, o Major de Cavalaria, adido, na mesma Academia, João de Almeida Bruno. É promoção por distinção".

 

 

IAEME em 3 de Novembro de 1973 é promovido por distinção a Tenente-Coronel, iniciando no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) «EXCELSIOR» - «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o curso superior de Comando e Direcção.


BCmds-Guine-vmNomeado para mais uma comissão na Guiné, de novo no comando do Centro de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Comandos (BCmds), entretanto «antes do 16 de Março» vai a Luanda «passar 15 dias de férias».


Na madrugada de 16 de Março de 1974 em Lisboa, a Direcção Geral de Segurança (DGS)
RMLtenta detê-lo mas, acompanhado pelo comandante do Corpo de Alunos da Academia Militar Tenente-Coronel Leopoldo Severo, apresenta-se no Quartel General (QG) da Região Militar de Lisboa (RML) «HIC ERGO VIVERE GLORIA EST» e fica confinado à Casa de Reclusão da Trafaria até 25 de Abril de 1974.

Em 7 de Maio de 1974 desloca-se a Bissau acompanhando o novo comandante-chefe da Guiné e encarregado de governo local, Major Carlos Fabião.


A partir de 15 de Maio de 1974 é chefe da Casa Militar do Presidente da República General Spínola, desempenhando cumulativamente as funções de membro do Conselho de Estado desde o dia anterior.


Em 30 de Setembro de 1974 cessa ambas as funções quando o General Spínola se demite.


Na tarde de 12 de Março de 1975 tem notícia de, por ordem do Major Saraiva de Carvalho (graduado em brigadeiro e comandante do COPCON), sobre si pender um mandado de EFScaptura, tendo-se apresentado voluntariamente na Casa de Reclusão, ficando depois detido, sem culpa formada, no Forte de Caxias.


PSPDe 15 de Abril de 1977 a 4 de Agosto de 1978, com o posto de Coronel, comanda a Escola de Formação de Sargentos (EFS) «QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NÃO TEMAMOS».


Em 1980 promovido a Brigadeiro comandante-geral da Polícia de Segurança Pública (PSP) «PELA ORDEM PELA PÁTRIA».


RMSEm 1983-85 é presidente da Federação Portuguesa de Tiro.


Em 1985 promovido a General.


Em 1987 comandante da Região Militar do Sul (RMS) «VIGILÂNCIA E FIDELIDADE».


Em 1989 comandante da Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI».


Em 1993 preside à direcção nacional da Associação de Comandos.


Após breve passagem pela Inspecção-Geral do Exército (IGE) «OMNIBUS OMNIA FACTUS SUM), em Abril de 1994 é nomeado presidente do Supremo Tribunal Militar.


Casou com Laura Almeida Bruno, tem cinco filhos, sendo casado em 2.ªs núpcias com Isabel Cunha Lima Almeida Bruno.


Além das condecorações referidas, possui ainda duas Medalhas de Prata de Serviços Distintos, com palma. E as seguintes condecorações estrangeiras:

 

Ordens de Mérito (da Alemanha Federal, da Áustria e de Itália); a

Ordem de Leopoldo II, da Bélgica; a

Ordem do Rio Branco, do Brasil; a

Ordem de Phoenix, da Grécia; a

Ordem do Império Britânico, do Reino Unido; e a

Ordem de Francisco Miranda, da Venezuela.

Faleceu no dia 10 de Agosto de 2022 em Lisboa.


O velório realiza-se esta quinta-feira, 11 de Agosto, a partir das 15h, na Capela da Academia Militar, em Lisboa.


O funeral será no dia seguinte no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, a partir das 15h.


Paz à sua Alma

 

General-Jo-o-de-Almeida-Bruno

General-Jo-o-de-Almeida-Bruno-920

 

 

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