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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para visualização dos conteúdos clique
em cada um dos sublinhados que se
seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Baião
colaborador do portal UTW

Santa Maria do Zêzere
Estevão Ferreira de
Carvalho

Alferes de Cavalaria
Comandante de pelotão da
Companhia de Cavalaria 1773
Batalhão de Cavalaria 1927
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Angola: 28Nov1967 a 05Jan1968
(data do falecimento)
Estevão Ferreira de Carvalho, Alferes
de Cavalaria, nascido no dia 03 de Agosto de 1946,
na
aldeia da Feitoria, na freguesia de Santa Maria do
Zêzere, concelho de Baião, filho de Belmira da Conceição
e de António Ferreira de Carvalho.

Em 30 de Março de 1967, Cadete-Aluno da Academia Militar
(AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», conclui o
3.º ano do curso de cavalaria iniciando tirocínio;
Em 09 de Setembro de 1967, promovido a
Aspirante-a-Oficial com especialidade de oficial de
cavalaria (base) e transferido
para
a Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «AO
GALOPE!... À CARGA!» - «MENS AGITAT MOLEM»;

Em 14 de Novembro de 1967, promovido a Alferes, tendo
sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE» para
servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarcou em
Lisboa no NTT 'Uíge' rumo ao porto de Luanda como
comandante de um dos pelotões da Companhia
de
Cavalaria 1773 (CCav1773) do Batalhão de Cavalaria 1927
(BCav1927) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;
A partir de 07 de Dezembro de 1967, ficou com a sua
subunidade aquartelado na Fazenda Beira Baixa (área sul
do sector de Nambuangongo), reforçada pelo Pelotão de
Morteiros 1236 (PelMort1236);
Na 6.ª feira, dia 05 de Janeiro de 1968, tendo saído do
aquartelamento na frente de coluna-auto rumo a
Balacende, percorridos cerca de 14km as Nossas Tropas
foram alvo de emboscada lançada por bando da FNLA, que
atingiu o jeep willys com granadas causando despiste,
incêndio e morte do Alferes Ferreira de Carvalho, demais
ocupantes Alferes Miliciano Atirador
Manuel Luís Empadinhas Cágado e Soldado Atirador
António Bento Trindade Salgueiro.
Tinha 21 anos de idade.
O Alferes Marques de Carvalho está inumado no cemitério
paroquial da sua freguesia de naturalidade.
Paz à sua Alma.
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Testemunho:
– «Uma coluna de 70 homens junto com os nossos três
carros de combate a toda a pressa fez a picada. Uma hora
depois chegamos ao local e quando o inimigo viu os
nossos três carros fugiu. Assim acabou o ataque que fez
três mortos e vários feridos. Após o fim do ataque os
colegas mais chegados destas vítimas, num acto de
loucura e revolta, avançaram o arame farpado e a correr
como loucos pela mata dentro disparavam a torto e
direito sem atingir ninguém. Eu e os outros colegas
fomos em socorro deles, quando os vimos todos abraçados
uns aos outros e a chorar. Depois de os animar,
regressamos ao aquartelamento onde se podiam ver todos
os rostos do pessoal da companhia banhados em lágrimas
de dor.»¹
(¹) -
Lino da Silva Santos, in "Memórias de um ex-combatente:
Angola (1967-1969)"

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