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Monumentos aos Combatentes e Campas

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Évora

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Évora

 

 

Sé e São Pedro

 

Manuel Luís Empadinhas Cágado

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Cavalaria 1773

 

Batalhão de Cavalaria 1927

«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 28Nov1967 a 05Jan1968 (data do falecimento)

 

Manuel Luís Empadinhas Cágado, Alferes Mil.º Atirador, n.º 09667864, nascido no ano de 1944, na freguesia da Sé e São Pedro, concelho de Évora, filho de Silvano Manuel Cágado e de Lucinda Josefa Empadinhas, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 14 de Novembro de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 1773 (CCav1773) do Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 28 de Novembro de 1967;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria José Miguel Cabedo de Vasconcelos, foi colocada em Beira Baixa;

 

Na 6.ª feira, dia 05 de Janeiro de 1968, tendo saído do aquartelamento na frente de coluna-auto rumo a Balacende, percorridos cerca de 14km as Nossas Tropas foram alvo de emboscada lançada por bando da FNLA, que atingiu o jeep willys com granadas causando despiste, incêndio e morte do Alferes Ferreira de Carvalho, demais ocupantes Alferes de Cavalaria Estevão Ferreira de Carvalho e Soldado Atirador António Bento Trindade Salgueiro.

 

Tinha 24 anos de idade;


Está inumado no cemitério de Évora


Paz à sua Alma

 

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Testemunho:


– «Uma coluna de 70 homens junto com os nossos três carros de combate a toda a pressa fez a picada. Uma hora depois chegamos ao local e quando o inimigo viu os nossos três carros fugiu. Assim acabou o ataque que fez três mortos e vários feridos. Após o fim do ataque os colegas mais chegados destas vítimas, num acto de loucura e revolta, avançaram o arame farpado e a correr como loucos pela mata dentro disparavam a torto e direito sem atingir ninguém. Eu e os outros colegas fomos em socorro deles, quando os vimos todos abraçados uns aos outros e a chorar. Depois de os animar, regressamos ao aquartelamento onde se podiam ver todos os rostos do pessoal da companhia banhados em lágrimas de dor.»¹


(¹) - Lino da Silva Santos, in "Memórias de um ex-combatente: Angola (1967-1969)"

 

 

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