Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
do
Marvão

São Salvador da
Aramenha
António Bento Trindade Salgueiro

Soldado Atirador, n.º
01802867
Companhia de Cavalaria 1773
Batalhão de Cavalaria 1927
«... NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Moçambique: 28Nov1967 a 05Jan1968 (data
do falecimento)
António Bento Trindade
Salgueiro, Soldado Atirador, n.º
01802867, nascido no ano de 1947, no
lugar de Portagem, na freguesia de São
Salvador da Aramenha, concelho de
Marvão,
filho de José Lourenço Salgueiro e de
Maria Jacinta Soares Andrade, casado com
Maria Domingas da Conceição Trindade;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na
Província
Ultramarina de Angola;
No dia 14 de Novembro de 1967, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’,
integrado na Companhia de Cavalaria 1773
(CCav1773)
do Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927)
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»,
rumo ao porto de Luanda, onde
desembarcou no dia 28 de Novembro de
1967;
A sua subunidade de cavalaria, comandada
pelo Capitão de Cavalaria José Miguel
Cabedo de Vasconcelos, foi colocada em
Beira Baixa;
Na 6.ª feira, dia 05 de Janeiro de 1968,
tendo saído do aquartelamento na frente
de coluna-auto rumo a Balacende,
percorridos cerca de 14km as Nossas
Tropas foram alvo de emboscada lançada
por bando da FNLA, que atingiu o jeep
willys com granadas causando despiste,
incêndio e morte do Alferes Ferreira de
Carvalho, demais ocupantes
Alferes Miliciano Atirador Manuel Luís
Empadinhas Cágado e Alferes de
Cavalaria
Estevão Ferreira de Carvalho.
Tinha 21 anos de idade;
Está inumado no cemitério de São
Salvador da Aramenha, concelho de
Marvão.
Paz à sua Alma
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Testemunho:
– «Uma coluna de 70 homens junto com os nossos três
carros de combate a toda a pressa fez a picada. Uma hora
depois chegamos ao local e quando o inimigo viu os
nossos três carros fugiu. Assim acabou o ataque que fez
três mortos e vários feridos. Após o fim do ataque os
colegas mais chegados destas vítimas, num acto de
loucura e revolta, avançaram o arame farpado e a correr
como loucos pela mata dentro disparavam a torto e
direito sem atingir ninguém. Eu e os outros colegas
fomos em socorro deles, quando os vimos todos abraçados
uns aos outros e a chorar. Depois de os animar,
regressamos ao aquartelamento onde se podiam ver todos
os rostos do pessoal da companhia banhados em lágrimas
de dor.»¹
(¹) -
Lino da Silva Santos, in "Memórias de um ex-combatente:
Angola (1967-1969)"
