.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Lourinhã

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho da Lourinhã

 

 

 

Vimeiro

 

 

Carlos Alberto Ferreira Martins

 

Elementos enviados por Pedro Castanheira

Outros elementos extraídos do sítio do facebook do veterano Isidro Moreira Esteves

Contributos dos veteranos Licínio Lopes e de Manuel Maria Figueiredo Silva

 

Carlos Alberto Ferreira Martins, Soldado Pára-Quedista, n.º 106/69, titular do brevet n.º 8065, nascido no dia 24 de Setembro de 1950, na localidade de Toledo, da freguesia do Vimeiro, concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa.

 

Incorporado no dia 22 de Setembro de 1969, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos).

Concluiu o Curso de Pára-quedismo no dia 22 de Março de 1970.

 

Mobilizado para servir na Província Ultramarina da Guiné integrado no 2.º Pelotão «OS SUICIDAS» - «VONTADE PRÓPRIA» da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123 (CCP123) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA».

 

Faleceu no dia 15 de Abril de 1971 em Ganguirô, na região de Liporo / Canjadude, vítima de ferimentos em combate, devido a emboscada montada e levada a efeito pelo PAIGC (nota).

 

Tinha 20 anos de idade.

 

Está inumado no cemitério da freguesia do Vimeiro, do concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa.

 

 

 

Paz à sua Alma

---------------------------------------------------------------

(nota):

 

in livro do BCP12 (Batalhão de Caçadores Pára-Quedista 12), pág. 179


«2º período da operação “Águia Negra “ , desenrolou se entre 08 de Março e 8 de Junho. A CCP123 (Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123) continuou empenhada no CAOP 2 (Comando de Agrupamento Operacional 2) , actuando através de emboscadas, patrulhamentos e batidas na região de Piche, Canjadude, Siai , Ganhagina , Cassembel, Ganguirô, etc.


No dia 15 de Abril , quando os militares da CCP 123
(Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123) se encontravam próximo de Ganguirô , sofreram um violento ataque lançado por um grupo inimigo estimado em cerca de 80 elementos. Avançando em linha , com três vagas de assalto de 20 a 30 homens cada e apoiados por intenso fogo de morteiro, RPG2
* e RPG7*, os guerrilheiros do PAIGC causaram dois mortos e seis feridos ás tropas Paraquedistas»

 

O comandante da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123: Capitão Pára-Quedista Cristóvão Manuel Furtado Avelar de Sousa, hoje, Major-General na situação de reforma


*RPG: (Rocket-propelled grenade, em português: granada lançada por foguete)

 

---------------------------------------------------------------

Contributos:

 

Texto de Licínio Lopes:

 

Dia 15 de Abril de 1971 deram a vida pela Pátria, na operação «Águia Negra» (2.° período), na acção Império Valente/A, os nossos camaradas soldados Pára-quedistas:


AVELINO JOAQUIM GOMES TAVARES (do 4° Pelotão), natural de Matosinhos, e

 

CARLOS ALBERTO FERREIRA MARTINS (do 2° Pelotão), natural de Toledo, freguesia de Vimeiro, concelho da Lourinhã,

 

mortos em combate em Ganguirô, na região de Liporo/Canjadude.


Nesta mesma operação a C.C.P. 123 sofreu mais 5 feridos: Jacinto Cunha (já falecido), Manuel Rosa. Miguel, Veiga Lopes e Licínio Lopes).
»

 

Texto de Manuel Maria Figueiredo Silva:

 

«Jamais esquecerei aquele fatídico dia, marcou-me para sempre, fui também um dos que veio para a retaguarda para partir alguns arbustos para o Heli ali descer e levar o homem ferido que vinha a bater a picada.


Recordo-me daquele apito de comando inimigo, os projecteis inimigos a baterem-me a um palmo da minha cabeça quando estava deitado, vi as linhas do inimigo recuarem e de seguida outra linha avançar para nós, debaixo daquele infernal tiroteio deixei de ver os camaradas das laterais, fiquei apenas com três ou quatro munições no carregador da G-3 ao meu lado apenas se encontrava o FRITZ com o morteiro 60 e julgo sem qualquer granada apenas com a pistola.


Recordo-me de tentarmos recuar mas não podíamos pelo facto de á nossa retaguarda o capim estar arder, lembro-me de uma bazuca a trabalhar á minha retaguarda, presumo eu, que fosse um homem da milícia que a manuseava.


Na minha ótica não morremos mais porque o inimigo ouviu o heli que vinha buscar o homem ferido e pensando que seria o heli canhão, em debandada, recuaram.


Perdemos dois HOMENS e julgo uns cinco feridos, mas muitos mais poderiam ter morrido se o intuito do inimigo fosse concretizado que seria quando estivéssemos a subir para os veículos que nos haviam de transportar.


Não me sai da memória deparar com o TAVARES morto o qual levou uma roquetada debaixo das pernas, MARTINS que era do meu pelotão também ele morto por vários projécteis.


RESTA-ME PEDIR A DEUS QUE OS TENHA EM DESCANSO.


Peço desculpa se com este texto feri suscetibilidades, mas fiquei um pouco aliviado narrando este historial que sempre há-de me acompanhar.


Um abraço a todos os Combatentes.

Nota: o Soldado Paraquedista Carlos Martins, era o barista da companhia, ao ver o seu pelotão desfalcado ofereceu-se prontamente para esta missão onde iria perder a vida.
»

 

 

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo