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Ten Pilav Jose Nico Guine1968

José Nico

 

José Francisco Fernando Nico,

 

General Piloto Aviador.

 

 

Texto:

 

Clique no sublinhado que se segue para visualização do conteúdo completo:

 

 

"Um ataque com «olhos azuis»"

Guiné: «Um ataque atípico no dia 6 de Janeiro de 1969»

 

Excertos:

 

«Naquela segunda-feira, a notícia de um ataque com canhões, ao início da manhã, a Gadamael Porto, sede da CArt2410 deu logo a ideia de que qualquer coisa estranha estava a acontecer. Não era nada normal o PAIGC desencadear flagelações aquela hora.»

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«os pilotos foram surpreendidos com o que viram: o perímetro do antigo aquartelamento estava pejado de gente. Perceberam imediatamente que só podiam ser os guerrilheiros responsáveis pela flagelação a Ganturé. Mas o mais espantoso é que estavam ali, num espaço completamente aberto e sem qualquer espécie de camuflagem. »

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«O que é que teria passado pela cabeça daquela gente para se expôr daquela maneira? O PAIGC e os seus mentores cubanos vinham seguindo à risca a cartilha da guerra de guerrilha mantendo-se sempre encobertos e só atacando quando estavam em vantagem. Quando se sentiam em desvantagem furtavam-se ao contacto. No entanto, desta vez, estavam a fazer tudo ao contrário, de tal maneira que os dois pilotos dos G-91 tiveram dificuldade em assimilar a imagem que a vista lhes oferecia com toda a nitidez. Seria mesmo real o que estavam a ver? O ex-tenente Balacó Moreira confessa que da sua experiência em operações quase diárias no teatro de operações da Guiné nunca tinha dado de caras com o inimigo numa situação tão vulnerável. »

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«A razão para o suicídio do PAIGC em Sangonhá.

Depois do reconhecimento a Sangonhá ficou por decifrar o que teria levado o PAIGC a efectuar aquela acção suicida. A prática normal da guerrilha não se ajustava, de modo nenhum, ao que acontecera no dia 6 de Janeiro de 1969. Não tinha sido apenas a hora a que foi desencadeada a flagelação, de manhã em plena luz do dia, mas também o facto do armamento e o pessoal estarem em campo aberto e serem facilmente detectáveis pelos aviões. Era ainda o recurso às peças anti-carro na flagelação como se fossem obuses ou morteiros27.

Havia certamente uma justificação para este comportamento anómalo mas nenhum de nós imaginava qual poderia ser.»

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«Para mim foi uma espécie de relâmpago que tudo iluminou e desvendou, num instante, a lógica daquele comportamento estranho do PAIGC. Não consegui agora encontrar nenhum registo desse documento mas o facto é que me marcou tanto que nunca mais esqueci o essencial do que li.»

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«O PAIGC e o governo sueco, em escrupulosa obediência às regras da propaganda nunca revelaram, nem durante a guerra, nem depois, este desastroso embate…»

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 1 canhao Zis 2 AC57mm pronto a ser atrelado a vi
Canhão Zis 2 AC57mm pronto a ser atrelado a viatura de reboque

 


2 situacao geral no terreno manha 06 Jan69
Situação geral no terreno manhã do dia 06 de Janeiro de 1969

 


3 furriel miliciano Luis Guerreiro operando morte
Furriel Mil.º Luís Guerreiro operando morteiro em Ganturé

 


4 bilhete Sansau na Isna
Bilhete Sansau na Isna

«A título de curiosidade não devo terminar sem mencionar o único documento conhecido do PAIGC referente a este ataque. Trata-se de um bilhete enviado em 6 de Janeiro de 1969 por um dos mais celebrados comandantes do PAIGC, Pansau na Isna, e dirigido a Aristides Pereira que estava na base mais próxima, Boké, na Guiné-Conacri. »

 


5 a direita municao que veio de Sangonha
À direita munição que veio de Sangonhá

 


6 ZPU 4 desenho de Paulo Alegria


 

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