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NOTÍCIA - "A Guerra" - da autoria e realização de Joaquim Furtado - 1.ª série

 

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

"A Guerra" - 1.ª Série

 

 imagem extraída da revista "Única" do jornal Expresso, Edição n.º 1824, de 13 de Outubro de 2007

autoria e realização: Joaquim da Silva Furtado¹ © RTP 2007

¹ (nascido em 20Abr48 em Penamacor; «cumpriu serviço militar em 1969 [...], conseguiu que, por motivos de saúde, o passassem “aos serviços auxiliares”, escapando da ida para a Guiné, na época já trabalhava no Rádio Clube Português onde fazia o programa “Tempo Zip”», cf magazine CM 12Out2007; com aquele mesmo programa passou para a Rádio Renascença, onde fez parte do primeiro quadro redactorial dos serviços de noticiários; transferiu-se para a redacção do Diário de Lisboa e deste vespertino em 1973 para os serviços de noticiários do Rádio Clube Português, em cujos estúdios de Lisboa se encontrava quando, às 04:26 de 25Abr74, começou a ler «um comunicado» do MFA, (o primeiro de vários ao longo daquele dia, todos redigidos pelo capitão Mariz Fernandes); em 1975 foi colocado no corpo redactorial do Telejornal da RTP, do qual transitou para a Informação 2 e em seguida para o programa Grande Reportagem, até à sua extinção em 1984)

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1.ª emissão RTP1 16Out2007 – Massacres da UPA

Os ataques da UPA a fazendas e povoações do norte de Angola (cinco a seis mil mortos, colonos brancos e bailundos seus empregados) contados pelos que os fizeram. Resposta portuguesa, inicialmente com os civis praticamente sozinhos a organizarem-se em milícias. Êxodo das mulheres e crianças, também homens, para Luanda e Lisboa. Morte dos primeiros militares.

DVD 01 (RTP-CM) 28Abr2008 – “Angola, Dias de Morte

Em Março de 1961, a UPA revolta-se contra a presença portuguesa em Angola. Surpreendendo civis e militares, massacra milhares de europeus e africanos no norte do território. Os efectivos existentes na colónia são muito reduzidos. Os civis procuram defender-se, apoiados pela Força Aérea que usa napalm contra os rebeldes, ao mesmo tempo que retira as mulheres e crianças das áreas atingidas. A UPA refugiasse nas matas e ataca as colunas, entretanto enviadas de Luanda. Morrem os primeiros militares.

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http://www.rtp.pt/guerracolonial/?id=89&t=0#thumb89

Angola, Dias de Morte - Joaquim Furtado (vol. I) 53' 35” [portal RTP online] ²

Angola 15 de Março de 1961, iniciam-se no Norte de Angola os ataques às fazendas dos colonos brancos provocando uma onda de terror e destruição. Imagens reais recolhidas na altura: destruição e morte, colonos sobreviventes, mulheres e crianças fogem, aviões apinhados de refugiados chegam a Luanda. Impressionantes depoimentos, de ex-dirigentes e activistas da UPA, recolhidos recentemente, descrevem a preparação e os acontecimentos daqueles dias. Holden Roberto, então líder da UPA, comenta a acção do seu movimento. Militares e autoridades portugueses, então em serviço em Angola, descrevem a situação e a intervenção então possível com os escassos meios existentes. As milícias em auto-defesa constituem uma das primeiras formas de defesa local. Os repórteres da RTP acompanham uma Companhia de Caçadores Especiais em progressão pelo Norte de Angola. Em Luanda e em Lisboa manifestações anti-americanas têmlugar.

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2.ª emissão RTP1 23Out2007 – “Rapidamente e em força” para Angola

Assalto às prisões de Luanda. Resposta leva o terror aos muceques. Deposto o ministro da Defesa, Botelho Moniz que, sintonizado com os EUA, tinha uma opinião diferente sobre o futuro das colónias. Salazar manda as Forças Armadas, “rapidamente e em força”, para Angola.

DVD 02 (RTP-CM) 05Mai2008 – “Andar Rápido e em Força

Antes dos ataques da UPA, em Março, já o pânico dominava Luanda desde 4 de Fevereiro, quando centenas de angolanos assaltaram as prisões da cidade. A resposta portuguesa, civil e militar, leva o terror aos muceques. E a violência sem limites propaga-se a todos os grupos sociais, quando o 15 de Março lança o pavor em todo o norte. Angola reclama por apoio militar, mas Salazar só mandará “andar rápido e em força”, depois de afastar Botelho Moniz, o general que, entretanto, tentará depô-lo.

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“Andar Rápido e em Força” - Joaquim Furtado (vol. II) 58' 27” [portal RTP online] ²

Os acontecimentos do 4 de Fevereiro de 1961 em Luanda: assaltos à esquadra da PSP, à Casa de Reclusão de Militar e à Cadeia de S. Paulo, constituem o início de uma Guerra que irá durar 13 anos e se estenderá aos territórios da Guiné e Moçambique. O assalto ao Santa Maria a 22 de Janeiro de 1961 coloca Portugal no centro dos noticiários internacionais e movimenta a adormecida opinião pública portuguesa. As ligações entre o assalto ao Santa Maria e os acontecimentos do 4 de Fevereiro são comentadas pelo Governador de Angola de então, Silva Tavares e por Holden Roberto. Outros activistas da UPA e MPLA descrevem o 4 de Fevereiro e referem a importância do cónego Manuel das Neves na preparação e no desencadear da acção. Os dias que se seguiram ao 4 de Fevereiro, foram caracterizados por uma onda de violência em Luanda contra a população negra por parte dos colonos brancos e das forças policiais. Estava criado um ambiente de desconfiança e de perseguição ao negro. Em Lisboa o Ministro da Defesa, Botelho Moniz, e altos quadros das Forças Armadas preparam um golpe militar para derrubar Salazar, a política colonial era o principal ponto de discórdia. Os golpistas tinham o apoio da Embaixada dos USA em Lisboa. A intervenção de Kaulza de Arriaga irá fazer abortar a tentativa de golpe. Depoimentos de Costa Gomes e Kaulza de Arriaga ajudam a compreender os acontecimentos daqueles dias. Os primeiros reforços, constituídos por Caçadores Especiais e Pára-quedistas chegam a Angola, sem terem a menor noção do teatro de operações iriam encontrar, irá seguir-se o envio massivo de militares que irão embarcar em Lisboa, nos Cais da Rocha do Conde de Óbidos e Alcântara, dando origem a imagens iconográficas do embarque dos soldados nos navios perante uma varanda repleta de familiares a acenar.

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3.ª emissão RTP1 30Out2007 – Violência do lado português

Resposta portuguesa aos massacres da UPA. Episódios desconhecidos sobre a violência da parte portuguesa. Partida para norte das primeiras grandes colunas militares, em 13 de Maio de 1961.

DVD 03 (RTP-CM) 12Mai2008 – “Massacres Contra Chacinas

O primeiro dos grandes contingentes militares enviados de Lisboa desfila, em 1 de Maio, na avenida marginal de Luanda, perante a alegria da população. As colunas começam a marchar para o norte, com ordens para cortar e exibir as cabeças dos rebeldes mortos. Mal preparada e desconhecendo o terreno, a tropa sofre baixas enquanto reabre estradas, reocupa povoações e socorre populações ameaçadas. Ao morticínio cometido pela UPA, civis e militares reagem com massacres e fuzilamentos.

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Massacres Contra Chacinas - Joaquim Furtado (vol. III) 57' 30” [portal RTP online] ²

1 de Maio de 1961 os primeiros contingentes militares chegam a Luanda desfilando na Avenida Marginal sob os aplausos dos colonos brancos. Os militaresacabados de chegar confrontaram-se de imediato com o desejo de vingança dos colonos brancos que desejam continuar com processos de terror e morte, sob a comunidade negra, desafiando os militares para os ajudarem nessas acções. Os combates no Norte de Angola, Mucaba um ícone da resistência dos colonos. “As balas dos brancos não matam” – esta ideia difundida pelos elementos da UPA caracterizou toda a sua acção nos primeiros tempos da guerra. Enfrentavam as balas de peito aberto. Droga ou crença religiosa e fanatismo? “Olho por olho – dente por dente” ou “o terrorismo combate-se com terrorismo”, foi a lei que imperou nos primeiros meses de 1961 em Angola. Combatentes de ambos os lados narram episódios de uma espiral de violência impressionante. Com a chegada dos primeiros batalhões a reocupação do Norte de Angola inicia-se. As deficiências de armamento, e a falta de preparação foram notas dominantes. O exército fora treinado para guerra convencional em teatros europeus e o seu armamento era da II guerra Mundial.

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4.ª emissão RTP1 06Nov2007 – Nambuangongo

Criação do Corpo de Voluntários. Operação Viriato, para a reconquista de Nambuangongo, é “reconstituída” através de filme e grafismo 3D. Relato das operações da Pedra Verde, Quipedro e Serra da Canda, com as quais os portugueses retomam o domínio sobre o norte angolano.

DVD 04 (RTP-CM) 19Mai2008 – “Operação Nambuangongo

Quatro meses depois da ofensiva da UPA, os militares estão em condições de recuperar o domínio do território. Montam a operação Viriato e avançam para Nambuangongo, centro operacional rebelde. As forças de Holden Roberto recuam perante as operações portuguesas, o que permite o regresso de milhares de refugiados às suas povoações. Apoiando discretamente a UPA e insistindo na descolonização, os Estados Unidos proíbem a Portugal o uso de armas americanas e seguem o conflito, atentamente.

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Operação Nambuangongo - Joaquim Furtado (vol. IV) 57' 30” [portal RTP online] ²

A partir de Maio de 1961 a fisionomia de Luanda modifica-se, as esplanadas da baixa encontram-se repletas de militares acabados de chegar da metrópole, preparando-se para o início de operações militares de envergadura e características desconhecidas. Em três meses o contingente militar em Angola duplica em número de homens. Lisboa substitui o antigo governador e o comandante chefe, nomeando o general Venâncio Deslandes para exercer em acumulação aqueles dois cargos. Em Lisboa as autoridades, incluindo o próprio Salazar, criticam os EUA e o Conselho de Segurança da ONU, pelas posições de apoio aos movimentos de libertação e pela oposição à política do governo português. Em Angola as milícias populares de auto-defesa, que suportaram o primeiro embate das acções terroristas, com a chegada dos militares, transformam-se num Corpo de Voluntários, enquadrados pelo Exército. A sua missão fundamental era dar protecção às fazendas e apoio à colheita do café. Com a chegada de novos contingentes militares prepara-se a reocupação do Norte de Angola. É desencadeada a Operação Viriato, que irá contar com a participação de dois batalhões de caçadores e um esquadrão de cavalaria. Reportagens e imagens colhidas na altura, depoimentos de participantes quer do Exército Português quer da UPA, dão-nos conta da grande operação militar de reocupação de Nambuangongo. Outras operações militares são descritas: os pára-quedistas em Quipedro, a tomada da Pedra Verde. Os EUA proíbem a utilização, pelas Forças Armadas Portuguesas, de armamento que tinham recebido a coberto da participação na NATO. Com a reocupação do Norte, ensaiam-se as primeiras acções psico sociais, no sentido de captar populações fugidas ou refugiadas no Congo.

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5.ª emissão RTP1 13Nov2007 – Indígenas e assimilados

O início da contestação, os indígenas, os assimilados, o trabalho forçado, os castigos corporais. Falam antigos chefes de posto que aplicaram castigos corporais. Resposta às pressões internacionais com medidas governamentais de natureza económica. Incentivo à emigração através de colonatos brancos em Angola e Moçambique.

DVD 05 (RTP-CM) 26Mai2008 – “As Colónias e As Províncias

O ambiente internacional era hostil à permanência de Portugal em África. A Conferência de Bandung, em 1955, marca a luta pela descolonização adoptada pela ONU. Salazar argumenta que os territórios ultramarinos são províncias de Portugal, mas o quadro social revela baixos níveis de instrução para os africanos e a existência de trabalho forçado e castigos corporais. O Governo faz reformas na área económica e incentiva a emigração, criando colonatos de brancos em Angola e em Moçambique.

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As Colónias e As Províncias - Joaquim Furtado (vol. V) 63' 02” [portal RTP online] ²

O contexto internacional, a Carta das Nações Unidas, o movimento dos não-alinhados a conferência de Bandung, são novas realidades que correm contra a ordem do Estado Novo e da sua política Colonial. A situação social nas colónias, os indígenas e os assimilados, os castigos corporais eram realidades do sistema colonial português. As estruturas urbanas das cidades reflectiam a separação de classes: brancos, assimilados, indígenas. As questões da discriminação racial, das relações sociais e as relações de trabalho, o ensino, analisados por diferentes personalidades de Angola, Moçambique e Guiné e também por portugueses. A estrutura administrativa colonial. Os poderes dos Chefes de Posto e Administradores de Circunscrição, os impostos, os comerciantes (cantineiros) e o sistema de trocas. Os trabalhos forçados foram durante muitos anos uma realidade. Uma política de colonização branca vai ser experimentada nos anos 50. Populações rurais de baixas qualificações vão ser motivados a emigrar para as colónias. Aldeamentos são construídos em Angola e Moçambique, tenta-se exportar uma lógica agrícola portuguesa para as terras africanas. Tal experiência não levará mais de 10 anos para mostrar o seu falhanço.

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6.ª emissão RTP1 27Nov2007 – Pidjiguiti e Mueda

Como viviam os colonos: tranquilidade e desenvolvimento. Insatisfação com Lisboa. Apoio, lá, como cá, a Humberto Delgado. A formação, em Lisboa, de líderes como Cabral, Neto, Mondlane, Pinto de Andrade. Massacre de Pidjiguiti, na Guiné. Nova versão sobre o que se passou em 1964, em Mueda, Moçambique, dada pelos que dispararam.

DVD 06 (RTP-CM) 02Jun2008 – “As Guerras antes da Guerra

Os portugueses estavam mal informados e confiavam na diferença da sua colonização. Os que discordavam das limitações económicas impostas pela Metrópole, apoiaram Humberto Delgado em 1958. Nessa altura estavam já em formação alguns dos movimentos independentistas. Vários dos seus futuros lideres tinham estudado em Lisboa. Nas três colónias, a guerra é antecedida por reivindicações reprimidas pelas armas: Pidjiguiti na Guiné, Mueda em Moçambique e Baixa do Cassanje em Angola.

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As Guerras antes da Guerra - Joaquim Furtado (vol. VI) 59' 31” [portal RTP online] ²

Nas colónias portuguesas, antes do início da guerra, os brancos têm um nível de vida médio superior ao da metrópole, não deixando, no entanto de recriar hábitos e tradições do Portugal Europeu. A política de Salazar, de condicionamento da actividade económica nas colónias, gera um progressivo descontentamento nos colonos, que gradualmente vão mostrando desejos de autonomia e até de independência. A campanha do general Humberto Delgado em 1958 estende-se às colónias havendo claros apoios ao general em Angola, Moçambique e Guiné. A Casa dos Estudantes do Império em Lisboa, vai ter grande importância na formação de futuros quadros dirigentes dos Movimentos de Libertação. Nomes como Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane, Mário de Andrade, Agostinho Neto entre tantos outros, por aí passam enquanto efectuam os seus estudos em Lisboa. As Missões Protestantes, oriundas de países europeus democráticos, irão influenciar os africanos na formação de sentimentos de liberdade, favoráveis às lutas de libertação. A hierarquia da Igreja Católica mantém-se alinhada com o regime nos territórios africanos, no entanto, surgem vozes dissonantes como é o caso do arcebispo da Beira, D. Sebastião Soares de Resende ou o vigário geral da arquidiocese de Luanda, padre Manuel das Neves. As Forças Armadas portuguesas, até meados da década de cinquenta, estão estruturadas para uma intervenção no teatro de operações europeu no quadro de uma guerra convencional. Os escassos efectivos existentes em África estão preparados para o reforço do continente. Só no final da década de cinquenta é que se começa a pensar na possibilidade de uma guerra em África com características muito diferentes. Em 1959 militares portugueses vão tirar cursos ao estrangeiro, sobretudo a França, em que novas técnicas e tácticas de contra-guerrilha são ensinadas. Em Lamego, em 1960, é criado o Centro de Instrução de Operações Especiais que irá formar as 3 primeiras Companhias de Caçadores Especiais que constituirão os primeiros reforços a avançar para Angola. Movimentações civis na Guiné - 1959 Pidjiguiti - e em Moçambique - Mueda 1960 - dão azo a uma violenta repressão por parte das forças policiais e militares, provocando um número elevado de mortes o que vem acelerar as acções dos Movimentos de Libertação naqueles territórios.

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7.ª emissão RTP1 04Dez2007 – Baixa do Cassanje

Massacre da Baixa do Cassanje, contando com entrevista, não filmada, com Teixeira de Morais, um dos capitães enviados para reprimir a greve dos camponeses do algodão. Primeiros tiros na Guiné, dados pelo MLG de Kankoila Mendy, entrevistado no programa. Revelações sobre o projecto de um triângulo atlântico, envolvendo Angola, Brasil e Lisboa, partilhado em esferas do poder. Demissão do ministro do Ultramar, Adriano Moreira.

DVD 07 (RTP-CM) 09Jun2008 – “O Ano que marca a História

Em Janeiro, os povos da Baixa do Cassanje entram em greve contra a cultura obrigatória do algodão. A reacção militar portuguesa ficou para a História como um massacre. Pouco depois, as chacinas da UPA, que marcam o início da guerra, estimulam outros africanos independentistas. Disparados pelo MLG, soam os primeiros tiros na Guiné. Ainda em 1961, a invasão de Goa marca o início do fim do império. Dominada a situação em Angola, Salazar dispensa as reformas de Adriano Moreira.

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http://www.rtp.pt/guerracolonial/?id=95&t=0#thumb95

O Ano que marca a História - Joaquim Furtado (vol. VII) 66' 00” [portal RTP online] ²

A forma como é cultivado, colhido e vendido o algodão em Angola está na origem dos graves incidentes em Janeiro e Fevereiro de 1961 na Baixa do Cassanje. As Forças Armadas intervêm com as 3ª e 4ª Companhias de Caçadores Especiais e com a Força Aérea, causando um número nunca determinado de baixas. As trajectórias de diversos líderes dos Movimentos de Libertação antes do início da luta pela independência, sendo destacada a figura de Eduardo Mondlane. A preparação da luta armada na Guiné, a importância da Republica Popular da China na formação dos quadros do PAIGC. Dezembro de 1961 a União Indiana invade Goa Damão e Diu, os territórios que constituem o Estado Português da Índia. As forças portuguesas rendem-se face à esmagadora desproporção de forças. Salazar apelara: “soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos”. O Movimento Nacional Feminino as suas características e a sua acção. Após o início da guerra em Angola alguma turbulência emerge no seio do Estado Novo. Adriano Moreira e Venâncio Deslandes protagonizam alguns episódios que poderão indiciar mudanças na política oficial. Ambos acabam demitidos e Salazar retoma em pleno as rédeas do poder.

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8.ª emissão RTP1 11Dez2007 – Frente da Guiné

Ataque do PAIGC ao posto de Tite abre, na Guiné, a segunda frente de guerra. Salazar aceita conversar com autonomistas, mas recua. Em Angola, a UPA transforma-se em FNLA, movimento que começa a combater o MPLA. As forças militares e militarizadas prestam vassalagem à política ultramarina de Salazar, aclamado na Praça do Comércio em Lisboa. Entre a multidão, uma americana, casada com Eduardo Mondlane, que virá a ser o líder da Frelimo.

DVD 08 (RTP-CM) 16Jun2008 – “A Guiné, depois de Angola

A UPA transforma-se em FNLA e o MPLA cria a sua própria guerrilha. Os dois movimentos angolanos irão combater-se durante toda a guerra. O exército tenta impedir as infiltrações através das fronteiras com o Congo. Mas é das fronteiras da Guiné Conackry que surge um novo desafio. Em Janeiro de 1963, o PAIGC avança para a luta armada na Guiné. Meses depois, Salazar plebiscita a sua política numa grande manifestação a que assiste a americana Janet Mondlane, mulher do líder da Frelimo.

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http://www.rtp.pt/guerracolonial/?id=96&t=0#thumb96

A Guiné depois de Angola - Joaquim Furtado (vol. VIII) 70' 22” [portal RTP online] ²

Em Janeiro de 1963 inicia-se a guerra na Guiné com um ataque ao aquartelamento de Tite, localidade na margem esquerda do rio Geba. Os dispositivos e as formas de actuação das Forças Armadas Portuguesas e da guerrilha do PAIGC são analisados por ex-combatentes de ambos os lados. Em Angola, depois dos acontecimentos de 1961 a UPA irá reorganizar-se tentado criar um guerrilha efectiva e organizada, evoluindo política e militarmente acabando por transformar-se na FNLA. O MPLA irá também iniciar a sua actividade, havendo desde início problemas internos em torno da liderança, protagonizados principalmente por Agostinho Neto e Viriato da Cruz. A organização e dispositivo das Forças Armadas em Angola após o período inicial de 1961, é analisado por militares portugueses que na altura aí prestam serviço. A interdição de fronteiras será uma das suas principais missões. Em Setembro de 1963 é promovida uma grande manifestação de apoio a Salazar e à sua política ultramarina que se enquadra numa campanha de reforço da frente interna.

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9.ª emissão RTP1 18Dez2007 – Frente em Moçambique

Inicialmente contrário à luta armada, Mondlane inicia a guerra em 1964, depois de um outro movimento ter atacado em Nangololo e morto um padre holandês. Na Guiné, a operação Tridente mobiliza 1200 homens durante 71 dias, mas não inverte o sentido da guerra, cada vez mais intensa. E cada vez mais presente na vida do país. O 10 de Junho, Dia de Portugal, passa a ser de homenagem aos militares mobilizados.

DVD 09 (RTP-CM) 23Jun2008 – “Moçambique, nova frente

A repressão em Mueda empurra os moçambicanos para a formação da Frelimo. Sob a direcção de Eduardo Mondlane, o movimento organizará a luta armada, entretanto iniciada por outro movimento. Em 1964, Portugal está perante três frentes. A mais difícil é já a da Guiné onde decorre, durante mais de dois meses, a operação Tridente, uma das maiores de todo o conflito. A guerra está no centro da vida do País. Chamado “dia de Portugal e da raça”, o 10 de Junho passa a homenagear as Forças Armadas.

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http://www.rtp.pt/guerracolonial/?id=97&t=0#thumb97

Moçambique, nova frente - Joaquim Furtado (vol. IX) 71' 34” [portal RTP online] ²

Os acontecimentos de Mueda em 1960 vão preparar o caminho para o início da actividade insurreccional em Moçambique. A rádio tem grande importância na consciencialização das populações. A rádio Tanganica, a BBC ou a Voz da América são ouvidas. Os dirigentes africanos – Julius Nyerere da Tanzânia e Nkrumah do Gana – pressionam os nacionalistas moçambicanos para se unirem num só movimento. Eduardo Mondlane, funcionário da ONU, vai dirigir a FRELIMO logo após a sua fundação. Os primeiros combatentes da FRELIMO recebem a sua formação na Argélia. O modo de vida dos colonos brancos em Moçambique é fortemente influenciado pelas sociedades da África do Sul e da Rodésia. Em Setembro de 1964 começa a acção armada da FRELIMO em Cabo Delgado e Niassa. Na Guiné a situação militar agrava-se. É lançada uma grande operação militar - operação Tridente - em que participam os três ramos da Forças Armadas. Na Praça do Comércio o dia 10 de Junho - dia de Portugal e da Raça - é palco desde 1963, da cerimónia de exaltação dos heróis da guerra.

 

² os comentários aos diferentes documentários, foram efectuados em colaboração com a Associação 25 de Abril, e são da responsabilidade dos seguintes oficiais das Forças Armadas Portuguesas:

Coronel de Infantaria José Aparício,

Coronel de Artilharia Eduardo Abreu,

Coronel Piloto-aviador Villalobos Filipe,

Capitão-de-mar-e-guerra Pedro Lauret

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O que foi escrito:

 

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08NOV2007 - "Guerra Colonial: Honra ou Pesar?", in blog sociedade-civil.blogspot.com, "A exibição e mediatização de “Guerra” – série documental sobre a guerra colonial, assinada por Joaquim Furtado – reaviva antigas clivagens entre defensores e opositores do conflito. Quase meia década volvida, ainda vemos nos entrevistados da série e nas opiniões amplificadas nos media, firmes defensores do colonialismo e laivos de racismo.". Informação de LC123278

 

01NOV2007~- "A Guerra", na revista "Visão" de 1 de Novembro de 2007, imagem cedida por LC123278

 

18OUT2007 - "RTP: «A Guerra» foi documentário mais visto desde 2000", in Diário Digital, "... que é também um dos muitos ex-soldados e ex-combatentes da guerra do Ultramar que se dedicam ao estudo das perturbações e traumas da guerra."

 

18OUT2007 - "Documentário da RTP bateu SIC e TVI", in Sol, "A estreia do documentário da RTP sobre a guerra colonial, ontem à noite, foi o programa mais visto no mesmo horário. A Guerra, realizado por Joaquim Furtado ..."

 

18OUT2007 - "Guerra colonial "O que é que estou a fazer aqui?"", in Jornal de Notícias, "Foi esta a pergunta que, mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos insistência, atormentou os militares que participaram na guerra colonial. ..."

 

18OUT2007 - "Água de Colónia" e "Audiências", no jornal Correio da Manhã, de 18 de Outubro de 2007. Imagens cedidas por LC123278.

 

18OUT2007 - "Memórias da guerra batem piadas antigas", in Diário de Notícias, "O coronel Matos Gomes, reformado do Exército e ex-combatente da guerra colonial, considera que "o público português demonstrou às televisões que não é tão ...

 

18OUT2007 - "«Houve mesmo uma guerra»", in Portugal Diário, "Ex-combatentes dizem que documentário reproduz a verdade histórica. E mostra que militares «cumpriram a sua missão de forma digna». Conte-nos a sua historia ...

 

16OUT2007 - "A visão global da guerra", in Correio da Manhã, "O realizador e autor da série documental ‘A Guerra’, Joaquim Furtado, acredita que o trabalho que estreia esta noite na RTP 1 vai suscitar controvérsia - informação de LC123278.

 

16OUT2007 - "Tenho ideias para regressar à TV", in Diário de Notícias, "A ideia era fazer um programa que desse a real dimensão do que foi a guerra. As pessoas não sabem o que foi a guerra colonial ou a guerra do Ultramar ou a guerra de libertação. E, isto é importante explicar," - informação de LC123278

 

16OUT2007 - "A guerra de África como nunca foi contada em televisão", in Público.PT "Cinco mil filmes vistos; 500 horas de entrevistas gravadas; 150 de não gravadas; protagonistas de há 40 anos frente a frente no terreno; uma história mais longa do que os 13 anos da guerra que Portugal travou com a UPA, o MPLA, a UNITA e a Frelimo" - informação de LC123278

 

16OUT2007 - "O conflito colonial analisado com pormenor", in Jornal de Notícias, "O documentário começa com dois ex-combatentes da Guerra Colonial, um português e um guineense, no norte da Guiné, a rememorar o último incidente oficial ..., informação de LC123278

 

16OUT2007 - "A guerra das palavras", in Grande Loja do Queijo Limiano, "Esclarece que em Portugal, o governo, as pessoas em geral e os apolíticos e sem intervenção activa, nessa altura dos acontecimentos, designavam-nos como Guerra do Ultramar, o que não é bem aceite pela simples razão  - informação de LC123278

 

16OUT2007 - "Joaquim Furtado "Aquela foi a guerra, para uma geração"", in Público.PT, "Houve "coisas terríveis" feitas pelos movimentos nacionalistas e "coisas terríveis" feitas pelos portugueses durante os 13 anos de guerra em África, diz o autor de uma série de 18 episódios cuja primeira"  - informação de LC123278

 

16OUT2007 - "Guia para os nove episódios da primeira parte da série", in Público.PT, "Os ataques da UPA a fazendas e povoações do norte de Angola (cinco a seis mil mortos, colonos brancos e bailundos seus empregados) contados pelos que os fizeram. Resposta portuguesa, inicialmente com os civis praticamente sozinhos"  - informação de LC123278

 

14OUT2007 - "A Guerra como nunca foi contada" in Correio da Manhã, "Os refractários, os desertores e os que se situavam na oposição deram-lhe o nome de Guerra Colonial". A série ficou 'A Guerra' mas no genérico o título ...

 

14OUT2007 - "Regresso ao Ultramar", in Revista Única, "Levou oito anos a ser feita, por Joaquim Furtado, e recupera 5000 filmes de arquivo. Estreia esta semana a maior série documental de sempre sobre a guerra colonial.

 

14OUT2007 - "Uma voz única", in Correio da Manhã, "Um dia, em Angola, em plena Guerra Colonial, recebi uma encomenda do Adriano com um disco. Carreguei com ele durante meses, porque no mato não tinha maneira ..."

 

12OUT2007 - "A Guerra como nunca foi contada" na revista TV do jornal Correio da Manhã, da semana de 12 a 18 de Outubro de 2007. Imagens cedidas por LC123278

 

12OUT2007 - Moçambique…Angola…Guiné…As feridas de um país...As verdades escondidas, in RTP 1," Moçambique…Angola…Guiné…Até onde nos levou a Guerra Colonial. Recorrendo a imagens de arquivo nunca antes vistas, esta é uma página da nossa história com muito por revelar.

 

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