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NOTÍCIA - Incidente com Maiores Baixas do Exército Português - 21JUN1969

 

Correcção e cedência de mais dados por um Veterano (23Jun2009)

 

Luís Pinto Coelho, ex- Alferes Mil.º Sapador de Infantaria do

Batalhão de Caçadores 18 (19Jun2009)

 

Enviado por Vítor Baião, ex- Alferes Mil.º da

Companhia de Caçadores de Mocimboa da Praia

 

 

Clique nos sublinhados para aceder aos conteúdos

 

Contributos:

 

Algumas referências, ao grande desastre fluvial de 21 de Junho de 1969, no livro "Recordações de Moçambique - Com o Zambeze no Coração", de Manuel Luís Pata

 

«3 Tópicos» sobre a efeméride

 

Correcção na listagem dos militares que pereceram na travessia do Rio Zambeze

Incidente com Maiores Baixas do Exército Português

O desastre de Mopeia visto de Mutarara

 

Decretos n.ºs 49249 e 49250, de 19 de Setembro de 1969

 

O José Manuel morreu no Zambeze, escrito por J. Conteiro, no "O Portomosense"

 

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«3 Tópicos» sobre a efeméride

 

– «Mortos no afundamento de uma barcaça no rio Zambeze, por lamentável erro de manobra¹

¹ (Baltazar Leite Rebelo de Sousa [16Abr1921-01Dez2002], governador-geral de Moçambique 12Jul68-15Jan70; cf seu depoimento, in “Os Últimos Governadores do Império”, pp.252)

 

«Tendo em conta a dificuldade das comunicações em Moçambique, sobretudo na época das chuvas, em que para se ir de Lourenço Marques a Nampula [...] não havia estradas que nos ligassem directamente de Lourenço Marques à Beira²

² (Francisco da Costa Gomes [30Jun1914-31Jul2001], brigadeiro segundo-comandante da RMM 04Set65-Fev68, general comandante da RMM Fev68-15Jul69; cf seu depoimento, in “O Último Marechal”, pp.142)

 

– «Estava-se em plena época das chuvas e não havia outra forma [...], sobretudo depois do acidente que vitimara – por irresponsável planeamento logístico – uma centena de militares, no transporte de uma coluna ao cruzarem o rio Zambeze perto de Mopeia.»³

³ (Jorge Pereira Jardim [1920-Nov1982]; in “Moçambique, Terra Queimada, pp.56)

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Incidente com Maiores Baixas do Exército Português

Guerra Colonial - Moçambique

100 MORTOS

Zambézia - Travessia do Rio Zambeze

21 de Junho de 1969

Faz 40 anos, no próximo dia 21 de Junho, que ocorreu o maior desastre militar ocorrido na Guerra do Ultramar Português.

100 Militares Portugueses pereceram num lamentável acidente na travessia do Rio Zambeze, em Moçambique.

Convidamos a eventuais sobreviventes para nos contarem a sua versão de tão incrível e deplorável ocorrência, que dado o número de mortos se traduziu no maior desastre da Guerra do Ultramar.

 

Lista nominal dos 100 Militares Portugueses - clique aqui

Ficheiro em formato "pdf"

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Número de Mortos por Concelho (naturalidade):

 

Naturalidade Concelho

Número de mortos

Almeida

1

Almodôvar

1

Amaramba

2

Angónia

1

Arronches

1

Baixo Limpopo

1

Barcelos

1

Barrancos

1

Bilene

2

Cantanhede

1

Castelo Branco

1

Chibuto

1

Coimbra

1

Covilhã

1

Entroncamento

1

Erati

1

Espinho

1

Estremoz

1

Felgueiras

1

Funchal

1

Furancungo

1

Gaza

1

Grândola

1

Ilha de Moçambique

2

Inhambane

3

Inhaminga

1

Inharrime

1

Lisboa

1

Loulé

1

Lourenço Marques

8

Mação

1

Maia

1

Manhiça

2

Manjacaze

1

Maxixe

1

Morrumbene

2

Mossuril

1

Muchopes

1

Nacala

1

Namacurra

1

Nampula

1

Nazaré

1

Odemira

2

Oliveira de Azeméis

1

Oliveira do Hospital

1

Paços de Ferreira

1

Palmela

1

Paredes

1

Pebane

1

Penamacor

1

Portalegre

1

Porto

4

Porto Amélia

3

Porto de Mós

1

Praia

1

Proença-a-Nova

1

Quelimane

1

Santa Maria da Feira

2

Santiago do Cacém

1

Santo Tirso

1

Seia

1

Serpa

1

Sofala

1

Tondela

2

Viana do Alentejo

1

Vila do Conde

1

Vila Nova de Gaia

6

Vilanculos

2

Vouzela

1

Zavala

3

Total

100

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enviado por Luís Pires, ex-SOLD/PA/TTCM 7/68

(AB 7 Tete – AM 73 Mutarara)

http://groups.msn.com/AB7TETE
www.policiaaerea.net

 

O desastre de Mopeia visto de Mutarara

 

21 de Junho de 1969

 

Aeródromo de Manobra 73 (AM 73), unidade de apoio, dependente do AB 7 – Tete, localizada nas margens do rio Zambeze, junto a Mutarara. Efectivos, cerca de 36 militares.

21 de Junho de 1969, ao principio da tarde, as noticias começam a chegar via Rádio.

De inicio escassas e desencontradas.

-  Tinha havido um desastre em Mopeia, na travessia do rio Zambeze.

A pouco e pouco mais informações foram chegando, o operador de Rádio na medida em que escutava as

 

 

 

comunicações, vinha dar conta das últimas. Apesar da distância, cerca de 100 Km, a consternação foi tomado conta de nós.

      -  O Batelão tinha virado quando transportava uma Companhia do Exército.

Pouco tempo depois chega a ordem, entrar de prontidão, os helicópteros deslocados da Beira e Tete iriam fazer reabastecimento em Mutarara, por ser a unidade mais próxima.

Não foi necessário grande aparato de ordens, todos de forma silenciosa e diligente se disponibilizaram para ajudar, solidariamente era uma forma de participar naquela tragédia, fazendo o possível para a minimizar.

As buscas terminaram ao anoitecer, prosseguindo no dia seguinte, devido à grande força da corrente, muitos corpos foram arrastados rio abaixo, alguns nunca seriam encontrados.

Apesar da distância, todo o efectivo desta unidade participou abnegadamente, vivendo a consternação que uma tragédia desta dimensão provoca.

A morte de um militar em comissão era sempre um momento de pesar, independente de ser da Marinha, Exército ou Força Aérea.

A todos quantos faleceram em Mopeia, em 21 de Junho de 1969, presto homenagem nesta data.

 

SOLD/PA/TTCM 7/68 Luís Pires (AB 7 Tete – AM 73 Mutarara) - 21JUN2007

 

 

Para download deste contributo clique aqui (ficheiro em "pdf")

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Decretos n.ºs 49249 e 49250, da Direcção-Geral da Administração Civil do Ministério do Ultramar, publicados no Diário da República - I Série, n.º 220, de 19 de Setembro de 1969

 

Clique na imagem que se segue para ampliação

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O José Manuel morreu no Zambeze,

 

escrito por J. Conteiro, no "O Portomosense", em 2 de Abril de 2009

 

Fonte: http://www.cincup.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5858&Itemid=106

 

[...]

É que, a 21 de Junho desse mesmo ano de 1969, o batelão que fazia a travessia no rio Zambeze de Chupanga para Mopeia com cerca de 150 militares a bordo (quase todos praças ) e vinte e duas viaturas, além de muito outro material, virou-se e morreram 103. Foi o maior desastre em custo de vidas humanas de toda a história da guerra colonial, mas nem por isso se sabe muito acerca das circunstâncias em que ocorreu, nomeadamente porque é que só ía um oficial subalterno a bordo, de baixa patente, e era miliciano assim como os graduados seus subordinados. As informações são muito escassas, sabe-se lá porquê! Nesse acidente morreu o nosso conterrâneo José Manuel da Silva Franco, soldado nº 02180467 da companhia de artilharia nº 2387, mobilizado pelo RAL3, e natural de S. Jorge. Era seu comandante o capitão de artilharia João Luís da Cunha Tavares da Silva mas este não ía a bordo. Da lista de sobreviventes faz parte João Manuel Alves Meireles morador na Quinta do Bispo – Leiria, aqui mencionado apenas porque é o vizinho mais próximo de entre os referenciados. Alguns corpos não foram recuperados e terão sido devorados por crocodilos e outras espécies locais. Apesar de tudo, o corpo do nosso malogrado conterrâneo terá sido recolhido pelo navio Mezinga da `Sena Sugar Estates`, nas buscas coordenadas pelo capitão do porto Fernando Manuel Loureiro de Sousa. Jaz no cemitério de S. Jorge, campa nº 29.

J. Conteiro

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