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Condecorações

Venâncio Marinho da Cruz, Alferes Mil.º de Cavalaria: Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

HONRA E GLÓRIA

 

 

Venâncio Marinho da Cruz

 

Alferes Mil.º de Cavalaria, n.º 00168262

 

Companhia de Cavalaria 1537/ Batalhão de Cavalaria 1883

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

Medalha de Mérito Militar, de 3.ª classe

(Título póstumo)

 

Venâncio Marinho da Cruz, Alferes Mil.º de Cavalaria, n.º 00168262, nascido na freguesia do Rego, concelho de Celorico de Basto, filho de João Batista Marinho da Cruz e de Matilde Gonçalves Ferreira.

 

Em 15 de Abril de 1966, aspirante-a-oficial miliciano atirador de cavalaria (n/m 00168262), tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3-Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo a Luanda, graduado em alferes miliciano para comandar o 4º pelotão da Companhia de Cavalaria 1537 do Batalhão de Cavalaria 1883 «PRONTOS PARA TUDO»;

 

Ao final da noite de 4ªfeira, dia  27 de Março de 1968, encontrando-se a cerca de mês e meio do final da sua comissão, quando em patrulha-auto no itinerário entre o Dilolo e o destacamento da sua companhia no Luacano, faleceu em combate, em consequência emboscada lançada por um grupo do MPLA a cerca de 300 metros da escola do Lago Dilolo; [1]

 

Em 16 de Julho de 1968 agraciado a título póstumo com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma;


Em 8 de Março de 1969 agraciado a título póstumo com a Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe.

 

O Alferes Mil.º de Cavalaria Venâncio Marinho da Cruz está sepultado no cemitério de Seidões, concelho de Fafe.

 

Que a sua Alma descanse em paz.

 

[1] em consequência daquela emboscada do MPLA lançada sobre as NT da CCav1537, que se encontravam a menos de mês e meio para concluir a comissão na RMA, também faleceram dois militares (JOSÉ MARTINS CAVACO e MANUEL CAETANO NUNES), e cinco outros ficaram feridos.
 

(a) José Martins Cavaco, Furriel Mil.º Atirador, n.º 00840565, natural do lugar de Soudes, da freguesia de Pereiro, concelho de Alcoutim, solteiro, filho de Manuel Cavaco e de Benvinda Martins. Está inumado no cemitério da freguesia da sua naturalidade.

 

(b) Manuel Caetano Nunes, Soldado Apontador de Metralhadora n,º 02772065, natural da freguesia de Caria, concelho de Belmonte, solteiro, filho de João Nunes e de Maria do Céu Caetano. Está inumado no cemitério de Monte do Bispo da freguesia de Caria, concelho de Belmonte.

 

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem

 

obs: na mesma circunstância, destacaram-se os militares ANTÓNIO NUNES SOARES (Medalha de Prata de Valor Militar, com palma), HÉLDER MARTINS e JOÃO ANTÓNIO (ambos com Cruz de Guerra de 4.ª classe).
 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
VENÂNCIO MARINHO CRUZ

 

CCav1537/BCav1883 — RC 3
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma (Titulo póstumo)
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 16 — 2.ª série de 1968.
Por Portaria de 16 de Julho de 1968:
 

Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, a título póstumo, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes Miliciano de Cavalaria, Venâncio Marinho Cruz, da Companhia de Cavalaria n.º 1537, Batalhão de Cavalaria n.º 1883, Regimento de Cavalaria n.º 3, pelas suas extraordinárias qualidades de coragem, abnegação e camaradagem, já antes demonstradas e sublimemente evidenciadas durante uma violenta emboscada sofrida pelas nossas tropas na noite de 27 para 28 de Março de 1968.


Nesta acção, comandando uma patrulha de pequeno efectivo e tendo a maioria dos seus homens sido atingidos aos primeiros tiros, deu rapidamente as ordens para a reacção e, vendo que em cima da viatura que os transportava, e que estava incendiada, jazia um seu subordinado, que começava a ser devorado pelas chamas, voltou para junto daquela e, só, indiferente ao fogo nutrido do inimigo, tentou puxar o corpo, quando, descoberto no meio da picada e iluminado pelo clarão de uma granada incendiária, foi mortalmente atingido por uma rajada do inimigo.


Logo que se sentiu ferido, o Alferes Cruz incitou os seus homens para o combate, recomendou-lhes que cuidassem das armas dos seus camaradas feridos e, sangrando abundantemente, arrastou-se para o capim, onde veio a falecer.


A admirável valentia deste oficial e o excelso altruísmo e rara abnegação que o levaram, conscientemente, a sacrificar a vida por um seu subordinado, são paradigma das mais acrisoladas virtudes militares, causaram o comovido orgulho dos seus camaradas de armas, contribuíram para a glória do Exército que devotadamente serviu e honram a Pátria.

 

 

Jornal do Exército:

 

CONDECORADO com a Medalha de Prata de Valor Militar, com Palma, a titulo póstumo, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes Miliciano de Cavalaria Venâncio Marinho Cruz, da Companhia de Cavalaria n.º 1537, Batalhão de Cavalaria n.º 1883, Regimento de Cavalaria n.º 3, pelas suas extraordinárias qualidades de coragem, abnegação e camaradagem, já antes demonstradas e sublimemente evidenciadas durante uma violenta emboscada sofrida pelas nossas tropas na noite de 27 para 28 de Março de 1968.


Nesta acção, comandando uma patrulha de pequeno efectivo e tendo a maioria dos seus homens sido atingidos aos primeiros tiros, deu rapidamente as ordens para a reacção e, vendo que em cima da viatura que os transportava, e que estava incendiada, jazia um seu subordinado, que começava a ser devorado pelas chamas, voltou para junto daquela e, só, indiferente ao fogo nutrido do inimigo, tentou puxar o corpo, quando, descoberto no meio da picada e iluminado pelo clarão de uma granada incendiária, foi mortalmente atingido por uma rajada do inimigo.


Logo que se sentiu ferido, o Alferes Cruz incitou os seus homens para o combate, recomendou-lhes que cuidassem das armas dos seus camaradas feridos e, sangrando abundantemente, arrastou-se para o capim, onde veio a falecer.


A admirável valentia deste Oficial e o excelso altruísmo e rara abnegação que o levaram, conscientemente a sacrificar a vida por um seu subordinado são paradigma das mais acrisoladas virtudes militares, causam o comovido orgulho dos seus camaradas de armas, contribuem para a Glória do Exército que devotadamente serviu e honram a Pátria.

 

 

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